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Bovespa oscila um dia após eleitores brasileiros levarem a decisão sobre quem será o novo presidente do País para o segundo turno

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Após abrir em leve baixa na sessão desta segunda-feira, a Bovespa inverteu o sinal e passou a operar em leve alta, descolando-se ligeiramente de Wall Street, um dia após eleitores brasileiros levarem a decisão sobre quem será o novo presidente do País para o segundo turno. Dilma Roussef (PT) e José Serra (PSDB) disputam a cadeira no próximo dia 31 de outubro. As ações da Petrobrás puxam as altas. Às 12h00, o Ibovespa operava com valorização de 0,12%, aos 70.316 pontos, após alcançar a máxima de 70.551 pontos (+0,46%) e a mínima de 70.089 pontos (-0,20%). O giro financeiro era de R$ 1,84 bilhão, com previsão de R$ 6,72 bilhões para o fechamento. No mesmo momento, o Dow Jones operava em baixa de 0,31%, enquanto o S&P 500 recuava 0,45%. O setor de energia é de longe o que mais sofre influência do novo desenho político nos Estados. O gerente de vendas da Fator Corretora, Rodrigo Campos, lembra que as elétricas operam em alta hoje, em sua maioria, repercutindo o resultado das eleições estaduais. Segundo Campos, Copel, que figura na lista de maiores altas do Ibovespa com alta de 2,24%, é beneficiada pela eleição de Beto Richa (PSDB) ao governo do Paraná em primeiro turno. Da mesma maneira, Cemig (+0,25%) se beneficia da eleição de Antonio Anastasia (PSDB) em Minas Gerais, assim como a Cesp PNB (+0,65%) segue com viés positivo com a vitória de Geraldo Alckmin (PSDB), em São Paulo. O profissional da Fator lembra ainda que em recente road show no exterior se confirmou a percepção de que investidores americanos entendem que uma possível vitória de Dilma à presidência não representa 100% de continuidade do governo Lula. "Por isso a disputa no segundo turno não causa grande apreensão entre investidores", avalia. <b>Petrobras</b> Petrobras PN opera em alta de 0,76% e ON sobe 0,42% dando fôlego ao Ibovespa neste início de semana. Operadores lembram que os papéis da estatal passam por um ajuste frente à forte desvalorização vista no último ano. "Passado o peso da capitalização, já que a operação foi bem sucedida, investidores começam a olhar para os benefícios do pré-sal", avalia o economista da Legan Asset, Fausto Gouveia. OGX, do empresário Eike Batista, também opera em alta, com ganhos de 1,85%, figurando entre as maiores valorizações do Ibovespa. Hoje o preço do petróleo segue praticamente estável na Nymex eletrônica, cotado a US$ 81,66 o barril. <b>Vale e siderúrgicas</b> As ações da Vale operam em queda, devolvendo parte dos ganhos acumulados na última semana e acompanhando ainda a baixa dos seus pares internacionais. O papel PNA recua 0,53% e o ON cede 0,66%. Mais cedo os metais básicos operavam em queda, afetados negativamente pela alta do dólar e em meio a baixos volumes de negociação em razão de um feriado na China que terminará na sexta-feira. As siderúrgicas também acompanham, apesar de notícias positivas sobre o consumo mundial de aço. Gerdau (-,79%), Gerdau Metalúrgica (-0,26%), CSN (-0,17%), Usiminas PNA (-0,84%) e Usiminas ON (-1,42%), esta entre as maiores quedas do Ibovespa. O World Steel Association informou hoje que revisou para cima sua previsão para o consumo mundial de aço neste ano, devido a demanda mais forte do que o esperado na Europa e América do Norte, mas advertiu que a taxa de crescimento vai desacelerar no próximo ano e os desafios permanecem para os fornecedores de aço. A associação agora prevê que o consumo mundial de aço deverá crescer 13,1% em 2010, para um volume recorde de 1,27 bilhão de toneladas, e 5,3% em 2011, graças ao aumento da demanda de economias emergentes, como a China e a ¿?ndia. A previsão original da World Steel era de que a demanda cresceria 8,4% neste ano. <b>Construção</b> O setor de construção dá sequência ao movimento visto na última sexta-feira, com Gafisa (+1,70%) e Cyrela (+1,52%), ambas entre as maiores altas do Ibovespa. Também sobem BRMalls (+0,56%), Even (+0,54%) e MRV (+0,54%). A exceção fica por conta de Rossi (-0,18%) e PDG (-1,14%), esta entre as maiores baixas do Ibovespa. Além dos bons fundamentos para o setor, como o aumento da renda e da oferta de crédito, operadores citam ainda a revisão das previsões do mercado em relação ao PIB brasileiro. Pela quinta semana consecutiva, o mercado financeiro aumentou a previsão para a expansão do indicador para 2010. De acordo com a pesquisa Focus divulgada hoje pelo Banco Central, a mediana das apostas para a expansão da economia neste ano passou de 7,53% para 7,55%. Há um mês, a estimativa estava em 7,34%. Também aparecem entre as altas do Ibovespa Eletrobras PNB (+2,64%), Eletrobras ON (+2,26%), ALL (+2,03%) e Brakem PNA (+1,43%). Já a lista de baixas é composta por Sabesp (-1,35%), Lojas Americanas (-1,27%), Duratex (-1,30%), TAM (-1,17%), TIM PN (-1,09%) e Ultrapar PN (-1,13%).

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