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Ibovespa encerrou o dia com leve perda de 0,10%, aos 67.684 pontos, mas, na semana, acumula alta de 1,47%

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou de lado nesta sexta-feira, ainda sob o efeito da realização de lucro e em uma sessão sem grandes notícias no cenário externo ou doméstico. O Ibovespa encerrou o dia com leve queda de 0,10%, aos 67.684 pontos. Na semana, porém, o principal índice da bolsa acumula alta de 1,47%. O volume financeiro negociado no pregão foi de R$ 6,96 bilhões. No ano, a valorização chega a 19,26%.

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A forte alta de 3,03% registrada na terça-feira, quando a bolsa alcançou 68.394 pontos e atingiu o maior patamar em onze meses, ajudou a sustentar o ganho semanal da bolsa. "Foi o grande evento da semana, impulsionado pelo otimismo com dados dos Estados Unidos e da Europa. Depois disso, o mercado reagiu realizando lucro", afirma Pedro Silveira, economista-chefe da TOV Corretora.

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A semana também foi marcada por medidas do governo para conter a queda do dólar, com da alíquota de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos externos com prazo até cinco anos (1,8 mil dias). Na quinta-feira, a ata do Copom, que indicou que os juros não cairiam abaixo da mínima histórica de 8,75% , ajudou a derrubar a bolsa, enquanto nesta sexta-feira imperou a falta de notícias novas, seja no mercado externo ou no cenário doméstico.

As "blue chips" tiveram bom desempenho nesta sexta-feira, mas não conseguiram impulsionar a bolsa. As ações preferenciais da Vale encerraram o dia com alta de 0,89%, a R$ 41,82, e as ordinárias subiram 0,47%, a R$ 42,90. Os papéis ordinários da Petrobras também terminaram com ganho de 0,40%, a R$ 25,20, enquanto os preferenciais encerraram em baixa de 0,29%, a R$ 24,15.

No Ibovespa, as ações que mais perderam nesta sexta-feira foram as ordinárias da Brookfield, com queda de 3,85%, seguidas pelas preferenciais da Gol, com baixa de 3,83%, e pelas ordinárias da Natura, que caíram 3,34%.

Nos EUA, o índice de sentimento do consumidor Reuters/Universidade de Michigan de meados de março caiu para 74,3, ante previsão de alta para 76,0.

Também foram anunciados os números da inflação ao consumidor e da produção industrial do país. A produção industrial ficou estável em fevereiro, afirmou o Federal Reserve (Fed), após ter subido 0,4% em janeiro, de acordo com uma leitura revisada a partir da estimativa anterior de estabilidade. Os economistas tinham previsto uma alta de 0,4% da produção em fevereiro.

O Departamento do Trabalho dos EUA informou que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,4% em fevereiro, em termos ajustados sazonalmente, na comparação com janeiro. A leitura representa a maior alta do índice desde abril de 2011, mas ficou levemente abaixo da alta de 0,5% prevista pelos analistas. Em bases anuais, o CPI aumentou 2,9%. O núcleo do CPI, que exclui variações nos preços de alimentos e energia, subiu 0,1% em fevereiro, na comparação com janeiro.

(com AE)

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