Tamanho do texto

País europeu consegue convencer maior parte dos credores para evitar calote

As bolsas europeias operam instáveis, oscilando entre pequenas altas e baixas. Os investidores parecem não ter certeza sobre como interpretar os resultados do acordo para reestruturação da dívida da Grécia. Às 8h05 (de Brasília), Londres caía 0,08% e Frankfurt subia 0,19%, enquanto a Bolsa de Atenas recuava 2,07%.

Segundo analistas do BNP Paribas, a taxa de adesão total, em torno de 95%, é um resultado muito bom e maior do que até mesmo a previsão mais otimista dos participantes dos mercados. Um corretor observou, no entanto, que os investidores vão operar em modo de espera até que a Associação Internacional de Swaps e Derivativos (Isda, na sigla em inglês) decida se os novos contratos de crédito da Grécia serão ativados.

A decisão da Isda é esperada para as 10h (de Brasília), mesmo horário previsto para uma reunião dos ministros de Finanças da zona do euro, o Eurogrupo, sobre o acordo grego. "Se não forem ativadas, os mercados europeus provavelmente vão cair", disse o corretor. "Também é importante ver quais são as expectativas que os credores internacionais e os líderes europeus têm quanto ao futuro da Grécia depois do plano de reestruturação", acrescentou.

Analistas do Mediobanca foram ainda mais críticos e afirmaram que a reestruturação e o segundo resgate internacional para a Grécia não são suficientes para levar o país de volta à sustentabilidade. "A meta de uma relação entre dívida e PIB de 120% até 2020 continua sendo muito otimista, especialmente à luz dos indicadores econômicos fracos da Grécia, que dificultarão o crescimento", disseram. "A sustentabilidade para a Grécia ainda é focada na implementação de reformas estruturais e na entrega de um plano de privatização ambicioso, e as eleições em abril ampliam as incertezas", acrescentaram.

O barril de petróleo se mantém acima de US$ 106, enquanto o dólar opera em alta em relação ao yen e ao euro.

Bolsas asiáticas

As bolsas asiáticas, enquanto isso, foram tranquilizados com a notícia de que a inflação na China caiu fortemente em fevereiro, o que dá à segunda maior economia do mundo chance para medidas de estímulo. Os preços ao consumidor caíram de 4,5% em janeiro para 3,2% em fevereiro.

Isso ajudou a compensar a cautela com o relatório dos EUA que apontou aumento de 8 mil pedidos de auxílio-desemprego na última semana em relação à anterior.

“A inflação é benigna na China, um pouco abaixo da estimativa do mercado”, disse Francis Lun, diretor da Lyncean Holdings em Hong Kong. “Acho que as previsões são mais positivas agora, mesmo com os dados de emprego nos EUA não parecendo tão bons”.

O índice principal da Bolsa de Valores de Tóquio, o Nikkei, fechou o pregão desta sexta-feira com avanço de 1,65%, aos 9.929,74 pontos. Já o índice Topix, que agrupa todos os valores da primeira seção, ganhou 1,5%, aos 848,71 pontos. Na China, o índice Hang Seng fechou as operações com alta de 0.89%, com 21.086.

* Com Associated Press e AE

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.