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Mercado local de ações acompanhou durante todo o dia performance positiva das bolsas externas. Vale e Petrobras subiram

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou praticamente estável, após passar o dia todo em alta, seguindo os mercados internacionais. Depois de atingir a máxima de 70.230 pontos, o Ibovespa - principal índice da praça paulista - acabou fechando em valorização de apenas 0,07%, aos 69.580 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,8 bilhões.

Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 0,28% e o Nasdaq teve ganho de 0,46%. Na avaliação do operador da corretora BGC Liquidez, Leonardo Bardese, o resultado do encontro de ministros de Finanças e representantes de bancos centrais do G-20, no fim de semana, impulsionou os preços das commodities, que ajudam no sinal positivo. No Brasil, Petrobras PN subiu 1,90%, e Vale PNA teve alta de 0,64%.

Na agenda de indicadores, os mercados ganharam um tom positivo no início dos negócios, com os investidores de olho nos dados de encomendas à indústria na zona do euro e também nos números de revendas de casas nos Estados Unidos.

Além disso, os desdobramentos da reunião do fim de semana de ministros de Finanças e representantes de bancos centrais do G-20 também estiveram no foco do mercado. Matéria do Valor revelou que o encontro não produziu nenhuma medida concreta envolvendo câmbio ou comércio e apenas repetiu o vago compromisso de "evitar a desvalorização competitiva das moedas". Nesta jornada, o dólar perdeu força para as principais divisas mundiais, inclusive a brasileira, e as commodities subiram, favorecendo o desempenho das "blue chips" brasileiras.

Ainda assim, as preocupações do mercado com as medidas do governo para conter a apreciação cambial continuam. "Desde o anúncio da nova safra de medidas pelo governo, a dinâmica da Bovespa mudou. Percebemos uma mudança de ambiente, com maior volatilidade e com um desempenho pior que o do mercado externo. Ainda não tivemos dados de saída mais relevante do fluxo estrangeiro, mas notamos um pouco mais de cautela em relação ao Brasil", comentou a sócia da Oren Investimentos Daniella Marques. "As incertezas explicam a dinâmica mais fraca do mercado brasileiro."

Nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que as medidas restritivas com o objetivo de conter a valorização do real ante o dólar americano têm como alvo apenas o capital especulativo, mas ressaltou que, entre "as armas" de que dispõe para combater "a guerra cambial", a de "grosso calibre" ainda não foi usada.

Também repercute sobre os negócios a divulgação de novos indicadores da economia americana. O destaque está com as revendas de casas no país, que subiram 10% em setembro, para uma taxa anualizada ajustada sazonalmente de 4,53 milhões de unidades ante a marca de 4,12 milhões de moradias em agosto (dado revisado). Os números partiram da Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA (NAR, na sigla em inglês).

Dólar

A semana começou instável no mercado de câmbio, mas no fim das contas as ordens de venda foram maioria e o dólar comercial encerrou o dia em baixa. No entanto, a linha de R$ 1,70 continuou respeitada. Depois de fazer máxima a R$ 1,713, o dólar comercial encerrou o dia com queda de 0,46%, a R$ 1,701 na venda. Na mínima, o contrato caiu a R$ 1,698.

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