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Papéis ordinários da estatal caíram 0,39%; já as ações do Pão de Açúcar lideraram o volume da Bolsa, com R$ 1,669 bi

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O mercado tirou um problema da frente, com a aprovação pelo Parlamento grego das medidas de arrocho fiscal do governo de George Papandreou, e, assim, pôde comemorar, embora o sim dos parlamentares já tivesse sido precificado nos ativos, diminuindo a amplitude dos ganhos. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) até acompanhou a alta externa, mas sem regularidade e prejudicada principalmente pela queda dos papéis da Petrobras.

O índice Bovespa (Ibovespa) terminou o dia com ganho de 0,05%, aos 62.333,97 pontos. Na mínima, registrou 62.033 pontos (-0,43%) e, na máxima, os 62.625 pontos (+0,52%). No mês, acumula perda de 3,54%, e, no ano, de 10,06%. O giro financeiro totalizou R$ 6,713 bilhões. Os dados são preliminares.

Segundo o gestor gerente da Infinity Asset, George Sanders, a falta de fôlego da Bolsa decorre de um movimento de rodízio que vem sendo registrado no mercado, com os investidores trocando de papéis, sem colocar dinheiro novo. Quando o rodízio envolve Petrobras, Vale e OGX, as que têm maior peso no índice, este fica fraco. Além de Petrobras, hoje também Vale perdeu fôlego. Petrobras ON caiu 0,39%, PN, -0,30%, e Vale PNA, -0,20%, mas Vale ON subiu 0,06%.

Mas o destaque do dia ficou com as ações preferenciais do Pão de Açúcar, que voltaram a ter forte giro financeiro depois do anúncio de fusão com o Carrefour, feito na última terça-feira. Os papéis, que chegaram a ser negociados a R$ 82,11 na máxima do dia, com alta de 12%, fecharam em R$ 71, com queda de 3,07%.  O volume negociado foi o maior da bolsa, de R$ 1,669 bilhão, correspondendo a 26% do total.

Além disso, o pregão marcou a estreia dos papéis da empresa de gestão e venda de planos de saúde Qualicorp. As ações tiveram forte alta de 15,76%, a R$ 15,05, com a melhor estreia entre as companhias que entraram na Bovespa neste ano.

No exterior, as bolsas subiram com a votação no Parlamento grego que aprovou, com 155 votos favoráveis, o pacote de 28,4 bilhões de euros em cortes de gastos e novos impostos do governo. O corte é necessário para a liberação da parcela de 12 bilhões de euros do programa de ajuda de 110 bilhões de euros do ano passado e para a aprovação de uma nova ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) e União Europeia (UE). Mas o desafio ainda não acabou. Amanhã, os parlamentares vão votar a legislação que vai reger a implementação das medidas de austeridade aprovadas hoje.

Nos EUA, o índice Dow Jones subiu 0,60%, aos 12.261,42 pontos, S&P ganhou 0,83%, aos 1.307,41 pontos, e Nasdaq terminou com alta de 0,41%, aos 2.740,49 pontos. Saiu no país hoje um dado de imóveis: o índice de vendas pendentes de moradias subiu 8,2% em comparação com abril, para 88, no ganho mensal mais forte desde novembro passado.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato do petróleo para agosto subiu 2,02%, para US$ 94,77 o barril, em reação à queda dos estoques.

*Com AE e Valor

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