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Entre 20 e 30 empresas aguardam apenas a melhora nas condições de mercado para levar IPOs adiante, diz Edemir Pinto

Entre 20 e 30 empresas aguardam apenas a melhora nas condições de mercado para levar adiante os projetos de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), afirmou hoje o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto. Ele participou da cerimônia que marcou o início de negociação das novas ações do Banco do Brasil (BB) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

O executivo reconheceu que o aumento das incertezas sobre a recuperação econômica global por conta do agravamento da situação econômica na Europa acabou frustrando as expectativas da Bolsa e "do mercado como um todo" com relação aos IPOs no primeiro semestre deste ano. "Essas operações ainda dependem muito do investimento estrangeiro", ponderou.

Para Edemir, a oferta de ações do BB foi emblemática para demonstrar a força do mercado de capitais brasileiro. "Até pouco tempo atrás seria inviável realizar uma operação desse porte no País", lembrou. Ele destacou que a criação do Novo Mercado, que se tornou modelo para várias bolsas internacionais, contribuiu para facilitar o acesso das empresas brasileiras ao capital externo. "Hoje, as companhias levam muito mais tempo vendendo o seu projeto do que explicando as práticas de governança."

A meta da BM&FBovespa é levar 200 novas companhias para o mercado em um prazo de cinco anos, o que representa um aumento de 50% no número de empresas listadas na Bolsa. A maior parte delas deve ser listada no Bovespa Mais, segmento de acesso para empresas de pequeno e médio porte. Edemir minimizou o fato de, até o momento, apenas uma companhia ser listada no segmento. "Vale lembrar que o Novo Mercado levou quatro anos para amadurecer", afirmou.

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