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O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) quer incentivar empresas brasileiras a desenvolverem projetos de impacto social na chamada “base da pirâmide”

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O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) quer incentivar empresas brasileiras a desenvolverem projetos de impacto social na chamada “base da pirâmide”. A instituição tem um orçamento de US$ 100 milhões de reais para conceder crédito a empresas que têm entre seus clientes o público das classes C, D e E. “Não é filantropia nem responsabilidade social”, diz Luiz Ros, gerente do projeto batizado de “Oportunidades para a Maioria”. A ideia, segundo ele, é que o setor privado se torne sócio do setor público com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população de baixa renda, sem que o empresário tenha que fazer “caridade” e com garantia de retorno financeiro. A escolha dos projetos leva em conta aumento de produtividade, criação de empregos e formalização da população das faixas de mais baixa renda, além de considerar os resultados da empresa que desenvolveu o projeto. O primeiro caso brasileiro selecionado pelo BID ajuda a decifrar os objetivos do programa. A rede atacadista Tenda, com 15 lojas no Estado de São Paulo e faturamento anual de R$ 1,2 bilhão, acabou de firmar um contrato com o banco para receber crédito de US$ 10 milhões. Com um modelo de negócio de “atacarejo” (um atacadão que vende também em quantidades menores), o Tenda atrai justamente a população que o BID quer beneficiar. O crédito não é voltado para os consumidores finais atendidos nas unidades da rede mas sim aos chamados “nano empreendedores” - como pipoqueiros, dogueiros, donos de pequenas mercearias de periferia. O recurso do BID será usado para conceder crédito, a baixo custo, a esses microempresários. “Depois de fazer um cadastro, o empreendedor passa a ter um limite de crédito para gastar na loja”, explica Marco Gorini, gerente do Tenda responsável pela iniciativa. “Do nosso lado, existem várias vantagens: além de conhecer melhor o cliente temos a oportunidade de fidelizá-lo”, diz o gerente. “É uma forma de fomentar o crescimento sadio de um cliente estratégico.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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