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Juros do empréstimos voltam a subir tanto para as pessoas físicas quanto para as empresas, na segunda alta consecutiva do ano

Os juros do crédito voltaram a subir tanto para as pessoas físicas quanto para as empresas. Segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC), o juro médio do crédito com recursos livres atingiu 34,9% ao ano em maio, ante 34,3% em abril. No período, o juro médio para as empresas subiu de 26,3% para 27% ao ano, enquanto a taxa média para as pessoas físicas passou de 41,1% para 41,5% ao ano. De acordo com o BC, esta foi a segunda alta consecutiva dos juros cobrados das famílias, após a taxa ter atingido mínima histórica de 41% em março.

Já a inadimplência média no crédito com recursos livres permaneceu estável em maio, em 5,1%. A inadimplência das pessoas jurídicas subiu de 3,6% para 3,7%, enquanto a inadimplência para as pessoas físicas ficou estável em 6,8%. Em maio, as concessões acumuladas de crédito livre aumentaram 5%, totalizando R$ 168,3 bilhões. De março para abril, as concessões haviam caído 8,7%.

As concessões para pessoa jurídica aumentaram 6,3%, somando R$ 102,4 bilhões. Para as pessoas físicas, as concessões mostraram aumento de 3,2% ante abril, totalizando R$ 65,8 bilhões. Para medir o nível de inadimplência, o BC contabiliza operações de empréstimos com atraso superior a 90 dias.

Prazos

O prazo médio das operações de crédito com recursos livres subiu em maio para 434 dias corridos, ante 425 dias corridos em abril, de acordo com o BC. O prazo médio para operações com pessoa física subiu 6 dias, para 415 dias corridos. Já o prazo para operações com empresas teve alta maior, de 12 dias, para uma média de 363 dias corridos. Nos últimos 12 meses, o prazo médio do crédito livre teve alta de 77 dias corridos. O prazo para pessoas jurídicas nesta comparação subiu 93 dias e o para pessoas físicas, 44 dias.

Spread

Conforme os dados divulgados pelo BC, o spread médio do crédito com recursos livres teve pequena alta de 0,1 ponto porcentual em maio ante abril, atingindo 23,9 pontos porcentuais ao ano. A alta, ainda que discreta, interrompe uma sequência de três quedas seguidas no spread bancário. O spread representa a diferença entre a taxa de captação dos bancos e o que é efetivamente cobrado do consumidor final.

O spread médio para pessoa física subiu de 29,5 para 29,6 pontos porcentuais, enquanto o spread médio para empresas passou de 16,8 para 16,9 pontos porcentuais. Nos últimos 12 meses, o spread médio do crédito livre ainda tem queda de 4,2 pontos porcentuais. Nesta base, o spread para pessoa física tem recuo de 7,8 pontos porcentuais e para pessoa jurídica, de 1,8 ponto porcentual.

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