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Nova abordagem prevê que o Fed controle o ritmo de liberação dos recursos no sistema financeiro, diz 'Wall Street Journal'

Os membros do Federal Reserve estudam um novo sistema de compras de bônus que tem como objetivo diminuir a preocupação com a possibilidade de os estímulos oferecidos pela instituição gerarem inflação no futuro, segundo o Wall Street Journal. A nova abordagem, apelidada de relaxamento monetário "esterilizado", prevê que o Fed injete dinheiro no sistema financeiro por meio da compra de títulos hipotecários ou Treasuries de longo prazo, mas controle o ritmo de liberação dos recursos.

Na prática, o banco central norte-americano imprimiria dólares para adquirir os papéis, mas em seguida tomaria os recursos emprestados por um breve período. Em troca, os bancos e investidores receberiam uma pequena remuneração. Com isso, as autoridades do Fed esperam obter o mesmo efeito alcançado com a Operação Twist, em que o banco central usa o dinheiro obtido com títulos de curto prazo para investir em papéis com data de vencimento mais distante.

Ao comprar Treasuries e títulos hipotecários de longo prazo, o Federal Reserve estimula um aumento nos preços desses ativos no mercado secundário e, consequentemente, uma redução nos juros que eles projetam. Isso ajuda a diminuir o custo dos empréstimos de longa duração nos EUA, pois as taxas projetadas por esses papéis são usadas como referência em muitos financiamentos do país.

As autoridades do Fed vão se reunir na semana que vem, mas já indicaram que dificilmente lançarão novos programas de relaxamento monetário tão cedo. Essa possibilidade pode ficar ainda mais distante caso surjam sinais de fortalecimento da inflação, algo que pode ser interpretado como um indício de que a economia norte-americana não precisa de mais estímulos. As informações são da Dow Jones.

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