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Executivo do banco reitera controle na entrada de IED acima de US$ 1 milhão e acredita que "não estão ocorrendo desvios"

O chefe da gerência-executiva de Normatização de Câmbio e Capitais Estrangeiros, Geraldo Magela, disse nesta terça-feira que o Banco Central (BC) não vê fraude tributária no ingresso de investimentos externos diretos (IED) e que a autoridade monetária analisa todos os ingressos de IED.

Os recursos registrados como IED, os acima de US$ 1 milhão, são identificados pelo BC. Até mesmo os valores mais altos, acima de US$ 100 milhões, que são maioria. Magela ressaltou que a autoridade monetária analisa os ingressos de IED. Mas depois que os dólares entram no país, são convertidos para o real, e que fica difícil controlar. "A gente analisa até o momento que entrou na empresa, mas não entramos na contabilidade delas. Acreditamos que não estão ocorrendo desvios", afirmou ele.

O mercado financeiro desconfia que parte desses investimentos produtivos está indo para aplicações de renda fixa, em busca dos elevadíssimos juros dos títulos públicos federais. Mas entra como investimento direto, para não ser tributado pelo IOF. Magela deu as explicações após participar de esvaziadíssimo seminário sobre controle de capitais, promovido pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

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