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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira que o lucro do Banco do Brasil em 2009 foi excelente. Segundo ele, é o maior lucro da história do banco e talvez o maior de todo o sistema financeiro brasileiro em termos anuais.

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Mantega afirmou que o resultado é muito importante porque o BB foi um dos "baluartes da política anticrise adotada pelo governo em 2009."

Segundo ele, a estratégia do banco foi de aumentar o crédito e reduzir as taxas de juros no sentido contrário dos bancos privados. "É possível fazer uma política anticíclica com resultado excelente", disse o ministro, em entrevista convocada especialmente para comentar o resultado do banco estatal. Ele afirmou que o BB, mesmo sendo um banco público, pode concorrer com o setor privado e ter um resultado melhor.

Para o ministro, a estratégia de ampliação de crédito com taxas de juros menores se mostrou uma "prática eficiente, sustentável e salutar". Mantega disse ainda que com essa prática, o BB criou "um paradigma na economia brasileira". Para ele, os bancos privados vão ter de concorrer emprestando mais dinheiro e reduzindo os juros. Mantega destacou que ficou muito satisfeito com resultado do BB em 2009, um ano de crise e ainda assim melhor que 2008.

O Banco do Brasil registrou em 2009 um lucro líquido recorrente de R$ 8,506 bilhões, o que representa um crescimento de 27,2% na comparação com os ganhos de 2008. Ao considerar os itens não recorrentes, que somaram R$ 3,3 bilhões no ano passado, o lucro contábil foi de R$ 10,148 bilhões, equivalente a alta de 15,3% em relação ao registrado no ano anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido médio em 2009 ficou em 30,7%, abaixo dos 32,5% registrados em 2008. Já ao considerar o resultado recorrente, o patrimônio líquido médio passou de 24,7% em 2008 para 25,8% em 2009.

Crédito

As instituições financeiras públicas foram as responsáveis pela maior oferta de crédito desde o início da crise financeira internacional, segundo Mantega. De acordo com ele, esse conjunto de instituições, entre elas Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), registraram aumento de 48% na oferta de crédito de setembro de 2008 até janeiro deste ano.

No mesmo período, o crescimento verificado nas instituições privadas foi de 11,3%. "É nítido o papel dos bancos públicos nesse segmento", comentou. Segundo ele, por conta da iniciativa dessas instituições, os bancos privados começam a aumentar o crédito. Além disso, Mantega salientou que os efeitos negativos da crise financeira estagnaram. "A competição é salutar para a economia brasileira", argumentou.

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