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Nova York, 19 out (EFE).- O banco americano Bank of America informou hoje que no terceiro trimestre de 2010 teve uma perda líquida de US$ 7,3 bilhões por causa da reforma financeira aprovada há poucos meses e que afeta seu segmento de cartões de crédito e de débito.

Nova York, 19 out (EFE).- O banco americano Bank of America informou hoje que no terceiro trimestre de 2010 teve uma perda líquida de US$ 7,3 bilhões por causa da reforma financeira aprovada há poucos meses e que afeta seu segmento de cartões de crédito e de débito. Esses resultados representam uma perda líquida por título equivalente a US$ 0,77, disse a entidade bancária com sede em Charlotte (Carolina do Norte), no entanto, superaram os previstos pelos analistas, que estimavam um lucro líquido em torno de R$ 0,16 por ação. No terceiro trimestre de 2009, a entidade registrou uma perda líquida de US$ 1 bilhão (US$ 0,26 por título). No primeiro semestre do ano, o banco teve um lucro líquido de US$ 6,305 bilhões, frente aos US$ 7,471 bilhões do mesmo período de 2009. Após estes resultados, a instituição informou que vai mudar sua estratégia destinada aos bancos comerciais e fomentará uma relação mais próxima com seus clientes. "Nós estamos nos adaptando a um ambiente regulador e melhorando a qualidade do crédito", afirmou o presidente e executivo-chefe da instituição, Brian Moynihan, ao divulgar os resultados que, segundo ele, foram melhores do que o esperado devido a uma redução das perdas por falta de pagamento de créditos. O banco dispôs de US$ 5,4 bilhões durante o terceiro trimestre para cobrir as perdas por essa falta de pagamento, em comparação aos US$ 11,71 bilhões do mesmo trimestre de 2009. A drástica redução que a maioria dos bancos americanos fizeram em suas verbas destinadas a cobrir esse tipo de perda é um sinal de que a economia está melhorando e de que os consumidores vão recuperando sua confiança no consumo. O Bank of America foi um dos bancos afetados pela suspensão parcial das execuções de hipotecas nos EUA, por não ter tramitado de maneira apropriada esses documentos, que em alguns casos fez com que os proprietários perdessem seus imóveis. Esta entidade bancária, que paralisou esses procedimentos em 50 estados, anunciou na segunda-feira que já há começou a preparar novas declarações de execução sobre as 102 mil hipotecas que tem pendentes nos 23 estados do país em que é necessária uma aprovação judicial. Nas operações prévias à abertura da Bolsa de Nova York, as ações do maior banco americano subiram 0,08% para US$ 12,35 por título. EFE emm/abb

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