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Segundo a Febraban, instituições esperam que moeda termine o ano a R$ 1,59; para o PIB, projeção de avanço segue em 3,9%

Os 31 bancos que participaram da Pesquisa Febraban de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado de agosto reduziram levemente a projeção para o dólar em 2011. A expectativa é de que a moeda termine o ano valendo R$ 1,59, ligeiramente abaixo dos R$ 1,60 apurados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) no levantamento anterior, feito em junho.

Em 2012, o dólar deverá encerrar negociado a R$ 1,66. Em junho, a projeção era de um dólar cotado a R$ 1,69 em 2012. Na avaliação de Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban, a discussão sobre a taxa de câmbio deverá continuar em pauta. "O dólar vai continuar valorizando. Devemos continuar a ver um fluxo da moeda para outros países, e Brasil vai continuar sendo pólos de atração desses recursos."

PIB

Os bancos mantiveram a projeção de crescimento da economia brasileira para 2011 e reduziram a expectativa para o ano que vem. A nova previsão para 2012 é de avanço de 4%, levemente abaixo dos 4,1% da pesquisa de junho.

Segundo Sardenberg, o ligeiro recuo na previsão de crescimento para 2012 era esperado e reflete um recuo das estimativas gerais para a economia. "Vemos uma série de indicações nesta direção, tanto na política fiscal, como nos juros, além das medidas cambiais e também a piora do cenário internacional." Para este ano, as instituições seguem apostando em um avanço de 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Inflação e juros

A inflação oficial do País, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá chegar ao final do ano em 6,3%, de acordo com o levantamento da Febraban, ante 6,2% previstos na pesquisa de junho. Para 2012, a mediana das expectativas em relação ao IPCA é de 5,2%, acima dos 5,1% da previsão anterior. Segundo Sardenberg, há uma divisão no mercado entre aqueles que acreditam que a inflação deverá convergir para a meta de 4,5% no ano que vem e os que apostam que a convergência será só em 2013.

Há, entretanto, "um consenso de que a inflação deve seguir essa trajetória" de leve baixa, segundo o economista da Febraban. "A grande duvida é sobre a velocidade e intensidade deste movimento de inflação e se serão necessárias novas medidas de contenção," afirma.

De qualquer forma, os bancos acreditam que o ciclo de alta de juros está próximo do encerramento, segundo Sardenberg. A taxa básica de juros, Selic, deverá terminar 2011 em 12,75%, mesma projeção do Boletim Focus elaborado pelo Banco Central. Para 2012, a projeção dos bancos que participaram da pesquisa é de 12,50%. Na pesquisa de junho, as projeções eram de 12,50% em 2011 e de 12,25% no ano que vem.

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