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Depois de passar no vestibular, vem o pesadelo da matrícula e de, pelo menos, mais quatro anos de mensalidade

Depois de passar no vestibular, vem o pesadelo da matrícula e de, pelo menos, mais quatro anos de mensalidade. De olho na dificuldade que os novos universitários têm de arcar com esses custos, os bancos privados oferecem, cada vez mais, empréstimos para financiar a graduação. Entre as opções oferecidas, a única que engloba todos os anos da faculdade é a do Itaú Unibanco. Com taxa de juro de 8% ao ano, o crédito universitário precisa ser renovado a cada semestre ou a cada ano, de acordo com a grade curricular do curso. "E só damos crédito para quem estudar em uma das universidade credenciadas", diz Marcos Antonio Vaz de Magalhães, diretor do Itaú Unibanco. O universitário não precisa ser correntista do banco para conseguir o financiamento, mas é obrigatória a garantia de um fiador. Para o segundo semestre deste ano, o Santander prevê lançar uma linha parecida. Para usá-la, o estudante precisa ser aluno de uma universidade conveniada ao banco. A linha financiará 100% do valor da graduação com possibilidade de pagamento em até o dobro do tempo do curso e poderá ser recontratada a cada seis meses. A taxa será de 1,95% ao mês, com prazo de 90 dias para quitar a primeira prestação. O HSBC, que começou a financiar graduação há um ano, vincula o empréstimo à abertura de uma conta universitária. "Financiamos, no máximo, um ano de faculdade e tem de ser o último", diz Luciana Sammarco, diretora-executiva de produtos de varejo. A taxa está entre as mais caras: 2,5% ao mês. A decisão de limitar o financiamento ao último ano ou semestre, segundo Luciana, é "para que o jovem não inicie a sua vida financeira inadimplente". Na conta universitária do HSBC, são disponibilizados limite de R$400 para o cheque especial e de R$500 para o cartão de crédito, sem a necessidade de comprovação de renda. O Bradesco, por sua vez, oferece um CDC universitário aos correntistas. Os processos do banco são um pouco mais burocráticos. As prestações não podem ultrapassar 30% do valor da renda mensal do estudante. A taxa de juro é a mais alta quando comparada aos outros bancos: 2,55% ao mês. Alunos de quaisquer instituições podem solicitar o empréstimo da instituição. Atenção. Maria Inês Dolci, da ProTeste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), recomenda "muita atenção" na hora de fechar o financiamento universitário. "Muitas vezes é inevitável fazer o empréstimo, mas é preciso pesquisar e fazer cálculos para que não se inicie um processo de inadimplência." Olhar o custo efetivo total do empréstimo - ou seja, ver de fato quanto vai ser pago, somando juros e encargos - e observar as regras do contrato do empréstimo são as principais indicações de Dolci. Além disso, ela salienta que, uma vez fechado o contrato, o jovem terá de ter maturidade para controlar o consumo. "Enquanto o financiamento da faculdade não for quitado, o universitário não deve entrar em outras dívidas de longo prazo, como financiamento de carro."

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