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Santander irá analisar projetos junto com professores da FGV; aprovados terão financiamento com melhores taxas e prazos

O Santander Brasil inaugura hoje um modelo de financiamento inovador. Empreendedores que precisem de crédito poderão submeter ao banco, via internet, um documento – o plano de negócios – que explique o funcionamento de sua empresa, ou futura empresa. Se aprovado por funcionários do banco e professores da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o postulante receberá da instituição financeira acesso a uma linha de recursos com taxas e prazos mais confortáveis.

Negócio de diferentes tamanhos e graus de inovação podem concorrer ao crédito, cujos parâmetros não foram definidos de antemão pelo banco. "Não temos ideia do volume de demanda [ por esse produto ] nos próximos meses, por isso não determinamos qual o montante da linha de crédito, ou quais serão as taxas e prazos", explica César Fischer, superintendente de Pequenas e Médias Empresas do Santander. "Mas serão condições bastante especiais", afirma.

Uma das vantagens em tentar participar do programa é que, após responder a um questionário básico de pré-aprovação, o empreendedor ganha uma licensa de uso do software Make Money (normalmente pago), que o ajudará a fazer o plano de negócios. Além disso, o site do programa tem também conteúdo de referência para quem pensa em abrir negócios, assim como uma agenda com eventos que podem interessar.

Para conseguir o crédito mais longo e barato, o empreendedor não precisa ser cliente do banco – embora ele vá precisar abrir uma conta se, de fato, o financiamento for concedido. Mas é exigido que o pretendente tenha recursos próprios para financiar, pelo menos, 40% do custo previsto no plano de negócios.

O fato de ter um bom plano de negócios diminui o risco de falência – e provável inadimplência – da empresa. Mas, segundo Fischer, o retorno financeiro não é o principal objetivo do banco neste programa. "Nossa ideia é conquistar novos clientes e, ao mesmo tempo, colaborar com o crescimento do empreendedorismo. Há mais de dois anos nós mantemos nosso portal do empreendedor sem esperar nenhum retorno financeiro, por exemplo, já que o conteúdo tem um custo para nós, mas não é cobrado do usuário", diz.

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