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O leilão do Banco Postal deve agitar o mercado neste ano e ajudar os Correios a melhorar a rentabilidade paga pelo Bradesco pela prestação de serviços

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O leilão do Banco Postal deve agitar o mercado neste ano e ajudar os Correios a melhorar a rentabilidade paga pelo Bradesco pela prestação de serviços. A expectativa do presidente da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), Wagner Pinheiro, é deixar a licitação pronta até junho, pois o contrato com o Bradesco termina em 31 de dezembro.

Em análise preliminar, o analista de bancos da consultoria Lopes Filho&Associados, João Augusto Salles, calcula que o valor do Banco Postal deve ficar, pelo menos, duas vezes acima dos R$ 200 milhões pagos em 2001.

O uso exclusivo de mais de seis mil agências do Banco Postal, distribuídas em todos os municípios brasileiros, é um dos principais pontos para atrair o interesse de instituições financeiras. Grandes instituições financeiras como Santander, Itaú, HSBC e Banco do Brasil (BB) estão vendo no público de menor renda uma forma de alavancar os negócios no País.

Mas tudo vai depender, no entanto, das exigências que serão colocadas no edital e de quanto o Bradesco vai aceitar pagar pelo negócio. Atualmente, a exclusividade de uso do Banco Postal está nas mãos do Bradesco, que pagou R$ 200 milhões em 2001 pelo serviço.

Além disso, a instituição financeira ainda desembolsa algo em torno de R$ 340 milhões por ano pela participação dos Correios na quantidade de transações realizadas nas agências do banco postal.

A valorização do Banco Postal, que pode ficar pelo menos duas vezes acima do que foi pago há dez anos, deve-se ao fato de que os bancos não têm mais como crescer adquirindo ou se fundindo a outras instituições.

Além do mais, ele se tornou um instrumento importante para a bancarização da população mais carente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.