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Philipp Hildebrand, que ocupou o cargo por dois anos, renunciou na segunda-feira após operação cambial suspeita feita pela esposa

Philipp Hildebrand renunciou ao cargo de presidente do banco central da Suíça
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Philipp Hildebrand renunciou ao cargo de presidente do banco central da Suíça
O Banco Nacional da Suíça (BNS) iniciou nesta terça-feira o procedimento para escolher seu novo presidente após a retirada de Philipp Hildebrand, que ocupou o cargo por dois anos e renunciou na segunda-feira devido a uma polêmica operação cambial ordenada por sua esposa no ano passado.

Para organizar sua sucessão, os membros do Conselho do organismo se reuniram nesta terça-feira e formaram uma comissão de três membros encarregada de buscar e propor candidatos para completar novamente a direção-geral da entidade. A comissão será presidida pelo presidente do próprio Conselho, Hansueli Raggenbass, o professor de economia Cédric Tille e o membro do Executivo do cantão de Neuchâtel, Jean Studer.

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A escolha do novo presidente caberá ao Executivo federal e a presidência deverá ficar entre o presidente interino do BNS, Thomas Jordan, o diretor Jean-Pierre Danthine e sucessor de Hildebrand na direção-geral. Segundo a lei federal sobre o BNS, os membros da direção-geral "devem ter reputação irrepreensível e experiência comprovada no âmbito monetário, bancário e financeiro".

Devem ser de nacionalidade suíça ou ao menos estarem domiciliados na Confederação Helvética. Hildebrand renunciou na segunda-feira à Presidência do BNS após explicar que havia chegado à conclusão de que nunca poderia comprovar de maneira irrefutável que não sabia da compra de US$ 504 mil ordenada pela sua esposa em agosto.

A transação ocorreu poucas semanas antes de o banco presidido por seu marido fixar um teto mínimo do câmbio do franco-suíço com relação ao euro - em vista da continua valorização da moeda nacional -, o que provocou a apreciação tanto da moeda europeia quanto do dólar. A consequência foi que a operação bancária gerou um ganho de milhares de dólares para Hildebrand.

O ex-presidente do organismo se defendeu dizendo que sua esposa não o consultou antes de fazer a transação e que, ao inteirar-se da mesma, no dia seguinte, deixou claro ao banqueiro que administra seus ativos e à sua esposa que não deviam repetir uma operação assim sem seu consentimento prévio. Hildebrand, além disso, consultou imediatamente as instâncias de controle interno do banco, que indicaram a ele que tudo estava em ordem.

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Posteriormente, uma auditoria externa também não encontrou indícios de ilicitude. O assunto se tornou de domínio público depois que um funcionário do banco onde a família Hildebrand tem suas contas roubou a informação bancária e a entregou ao partido opositor de extrema direita UDC (União Democrática de Centro), que denunciou o caso e exigiu sua renúncia.

Os analistas financeiros foram unânimes ao lamentar a saída de Hildebrand, reconhecido por seu talento para as finanças, de brilhante trajetória e com importantes contatos na Europa e nos Estados Unidos. Consideram que sua retirada enfraquece a praça financeira suíça e representa um risco para a estabilidade do franco-suíço.

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