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Meta do banco é mais que dobrar sua carteira de crédito, atualmente em R$ 220 milhões

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O Banco Luso Brasileiro, instituição de médio porte com foco na área de crédito, acaba de ganhar dois novos sócios e uma injeção de capital de R$ 100 milhões. A meta do banco é mais que dobrar sua carteira de crédito, atualmente em R$ 220 milhões, e atingir R$ 550 milhões até o fim deste ano. Para cumprir este objetivo, a instituição passará a atuar como um banco da montadora de ônibus Caio Induscar. A atuação, porém, não será restrita aos ônibus da marca. "Queremos ser um banco multimarcas e financiar todas as marcas de ônibus. Vamos atuar fortemente no segmento de transporte", disse à Agência Estado o presidente do Luso Brasileiro, José Francisco Ribeiro.

Além do foco em financiamento de veículos pesados, o banco quer expandir suas áreas de atuação. De acordo com Ribeiro, a ideia é entrar ainda nesta semana com pedido no Banco Central para atuar no mercado de câmbio. "Temos muitos fornecedores e parceiros que precisam dessas operações", afirmou.

Com a alteração societária, autorizada pelo Banco Central (BC) em fevereiro, o Banco Luso Brasileiro, que era 100% controlado pela família portuguesa Tavares de Almeida, passa a dividir o controle com as famílias Ruas e Cunha e com o Grupo Américo Amorim. A partir de agora, cada sócio terá 33,33% do capital da empresa.

A família Tavares de Almeida atua em diversos segmentos, como imóveis e açúcar e álcool. É dona, entre outros, da cachaça Velho Barreiro e do Hotel Casa Grande, no Guarujá. Já o Grupo Américo Amorim forma um dos três maiores grupos industriais de Portugal, é um dos maiores acionistas da Galp Energia e também tem participação em bancos em Portugal, Espanha e África. As famílias Ruas e Cunha têm participação nos mesmos bancos que o Grupo Américo Amorim, são donas da Caio Induscar e proprietárias de empresas de transporte urbano na capital paulista, com mais de cinco mil ônibus da frota circulante da cidade. "Atuar em todos os países de língua portuguesa era o grande sonho das famílias", afirmou Ribeiro.

Após a capitalização, o Banco Luso Brasileiro passou a ter índice de Basileia de 80%, um dos maiores entre os bancos brasileiros e bem acima dos 11% mínimos exigidos pelo BC. A injeção de capital foi fechada na semana passada. Antes de ganhar novos sócios, o banco estava com Basileia de 11,76%, muito próximo do mínimo. "Agora estamos supercapitalizados", afirmou. O patrimônio do banco saltou de R$ 40 milhões para R$ 150 milhões.

Com três agências, duas na capital paulista e uma em Piracicaba, interior do Estado, o Banco Luso Brasileiro é focado em crédito a pessoa jurídica, especialmente pequena e média empresa, crédito consignado e imobiliário.

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