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Diretor Luís Octavio Índio da Costa se diz "surpreso" com a decisão

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A agência de classificação de risco de crédito Moody’s, uma das mais influentes do mundo, rebaixou ontem o rating (nota) do banco Cruzeiro do Sul para E+. É o penúltimo degrau na escala Moody’s para o critério chamado força financeira.

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Na escala em que descreve cada nota (que vai de A a E), a Moody’s informa que “bancos com rating ‘E’ apresentam força financeira intrínseca bastante modesta, com elevada probabilidade de que requeiram suporte externo periódico ou eventual assistência externa”.

No relatório em que justifica o rebaixamento do Cruzeiro do Sul, a Moody’s alerta que o banco “possui alta dependência em depósito com garantia (DPGE) e acordo de securitização de ativos com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que, ao final de 2011, representou mais de um terço da captação total”.

A Moody’s afirma ainda que “o desempenho do Cruzeiro do Sul em 2011 também foi afetado negativamente pelo relevante aumento de provisões para cobertura de risco de ativos fora do balanço, pressionando os resultados recorrentes, que já são fracos”.

Em conversa com a reportagem, o diretor-superintendente e de relações com investidores do Cruzeiro do Sul, Luís Octavio Índio da Costa, disse ter ficado “surpreso” com a decisão. “A Moody’s faz nosso rating há anos e vamos procurá-los para entender o que houve, porque não vemos nenhum fato novo que justifique o rebaixamento.” As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

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