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Nova York, 19 mai (EFE).- A inadimplência em empréstimos para habitação aumentou a 10,06% do total no primeiro trimestre deste ano nos Estados Unidos, desde os 9,47% no quarto trimestre de 2009, segundo dados divulgado hoje pela Associação de Banqueiros Hipotecários (MBA, na sigla em inglês).

Nova York, 19 mai (EFE).- A inadimplência em empréstimos para habitação aumentou a 10,06% do total no primeiro trimestre deste ano nos Estados Unidos, desde os 9,47% no quarto trimestre de 2009, segundo dados divulgado hoje pela Associação de Banqueiros Hipotecários (MBA, na sigla em inglês). A percentagem do primeiro trimestre representa uma alta de 94 pontos básicos com relação ao mesmo período do ano anterior, segundo os cálculos da MBA, que representa as entidades que concedem empréstimos para propriedades residenciais e comerciais em nível nacional. Deixando de lado os fatores sazonais, a taxa de inadimplência em empréstimos para imóveis caiu no primeiro trimestre deste ano a 9,38%, desde os 10,44% do trimestre anterior. Já a percentagem de empréstimos hipotecários nos quais se iniciou o processo de execução durante o primeiro trimestre deste ano foi de 1,23%, três pontos básicos a mais que no trimestre anterior, embora 14 pontos menos que há um ano. No entanto, no final dos primeiros três meses deste ano, 4,63% de empréstimos hipotecários estavam em fase de execução, um número recorde, e 78 pontos básicos a mais que há um ano. Se considerarmos os empréstimos hipotecários em execução ou que tinham um atraso de pelo menos um prazo no pagamento em conjunto, a taxa caiu 14,01% no primeiro trimestre deste ano, contra 15,02% no trimestre anterior. A taxa de inadimplência em empréstimos com um atraso no pagamento de 90 dias ou que estão em processo de execução no primeiro trimestre ficou nos 9,54%, o que representa uma queda de 13 pontos básicos com relação ao trimestre anterior, embora seja 2,3% superior à taxa de um ano atrás. O economista-chefe dessa entidade, Jay Brinkmann, explicou que a taxa de inadimplência em empréstimos hipotecários costuma aumentar no último trimestre do ano e cair nos três meses seguintes. "A questão é se a queda representa algo mais que um retrocesso sazonal normal ou uma melhoria mais significativa", disse. Ele acrescentou que, no geral, se percebe uma continuidade na tendência de queda da inadimplência a curto prazo, pelo menos na taxa não ajustada, tanto que no caso dos empréstimos com um atraso no pagamento de mais de três meses a taxa se mantém em níveis historicamente elevados. EFE cm/pb

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