Tamanho do texto

Volume global de acordos anunciados caiu para US$ 416 bilhões, ante US$ 737 bilhões um ano antes

A atividade de fusões e aquisições atingiu o menor nível trimestral em mais de sete anos nos três primeiros meses deste ano, mas integrantes de bancos de investimento afirmam que a alta dos mercados no período deve ajudar a inverter a tendência.

O volume global de acordos anunciados de fusões e aquisições caiu para US$ 416 bilhões no primeiro trimestre de 2012 ante 737 bilhões um ano antes, segundo dados preliminares da Thomson Reuters, pressionado por preocupações sobre o crescimento econômico no mundo.

Quedas na atividade de fusões e aquisições em todas as regiões importantes contribuíram para baixos volumes globais no primeiro trimestre, que recuaram ao menor patamar desde o terceiro trimestre de 2004.

O banco JPMorgan Chase saiu do quinto lugar para a liderança, superando o Goldman Sachs, que caiu para a segunda posição na atividade de assessoria de fusões e aquisições. O Citigroup ficou no terceiro lugar.

Os mercados financeiros passaram por uma forte retomada no primeiro trimestre e profissionais de fusões e aquisições apostam que a atividade deve pegar carona.

"Existe uma crescente avaliação de que a economia dos Estados Unidos está se fortalecendo e que a crise na Europa já passou", afirmou Jonathan Rouner, diretor de fusões e aquisições para as Américas do Nomura Securities.

As ações ao redor do mundo acompanhadas pelo MSCI All-Country World Index acumulam valorização de 11,4%, o rendimento dos Treasuries ficou abaixo de 2% na maior parte do primeiro trimestre, enquanto bancos centrais continuam a inundar o sistema financeiro com dinheiro barato.

"Enquanto caminhamos, deveremos ver a atividade (de fusões e aquisições) alcançando melhor nível. Há um senso geral e melhor de confiança", disse Steven Koch, vice-presidente da equipe de fusões e aquisições do Credit Suisse Group.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.