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SÃO PAULO - A divulgação da ata referente à última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tem impacto irrelevante sobre o mercado de juros futuros nesta jornada

SÃO PAULO - A divulgação da ata referente à última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tem impacto irrelevante sobre o mercado de juros futuros nesta jornada. Os contratos de Depósitos Interfinanceiro (DIs) registram pouca oscilação na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Minutos atrás, o DI com vencimento em janeiro de 2011 mantinha o patamar de 10,65%, enquanto o contrato de abertura de 2012 subia apenas 0,01 ponto percentual, para 11,36%. Já o DI do início de 2013 também preservava o patamar de 11,84%. Entre os vértices ainda mais dilatados, o DI do início de 2014 declinava 0,04 ponto, a 11,82%, enquanto o contrato de janeiro de 2015 perdia 0,08 ponto, a 11,77%. Apesar de o Banco Central (BC) acreditar na convergência da inflação para o valor do centro da meta, estipulado em 4,5% para este ano, a autoridade monetária chamou atenção para o aumento dos preços dos alimentos, que, em parte, refletem choques de oferta, cuja propagação deve ser contida pelas ações de política monetária. "O fato de que a contribuição de alimentos para a inflação plena tem sido elevada, comparativamente ao padrão histórico, sugere estar em curso a materialização de riscos de curto prazo que haviam sido identificados e levados em conta no balanço dos riscos avaliado na última reunião do Copom. Ainda assim, neste momento prevalece o entendimento de que a convergência da inflação para o valor central da meta tende a se concretizar", diz o texto. Na avaliação do economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa, a ata não trouxe muitas novidades, mas deixou claro que a visão do Banco Central está um pouco menos otimista. "O BC está um pouco mais preocupado com as expectativas e com a inflação corrente. O quadro não é tão rosa como se pintava no encontro anterior", apontou. Para o economista, o impacto da ata é relativamente neutro sobre o mercado, até porque o BC não deu indicações em relação aos próximos passos a serem adotados. Na agenda do dia, a Fundação Getulio Vargas (FGV) ainda mostrou que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) teve alta de 1,01%, em outubro, o que representa uma desaceleração em relação à inflação de 1,15% do mês anterior. O resultado veio em linha com as expectativas de analistas. Na gestão da dívida pública, o Tesouro realiza o último leilão do mês, com a venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional - série F (NTN-F). (Beatriz Cutait | Valor)

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