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Moeda dos EUA também perdeu valor na comparação com outras divisas no mundo

A formação da taxa de câmbio no mercado local seguiu o sinal externo. O dólar perdeu para todos as principais moedas do mundo nesta terça-feira, que foi marcado por firme demanda por ativos de risco, especialmente ações. O dólar comercial encerrou o pregão com queda de 0,31%, a R$ 1,60 na venda.

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Foi a primeira queda após três dias de valorização. Na máxima, a moeda foi a R$ 1,608 e tal tentativa de alta foi atribuída às declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre elevação nas margens de negociação na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).

Na BM&F, o dólar pronto caiu 0,37%, para R$ 1,6015. O volume negociado no dia somou US$ 73,75 milhões, contra US$ 8 milhões na segunda-feira. Também na BM&F, o dólar para setembro operava com baixa de 0,55%, a R$ 1,6035, antes do ajuste final. No câmbio externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, caía 0,41%, a 73,84 pontos, enquanto o euro subia 0,57%, a US$ 1,444.

Entre as moedas emergentes, o peso mexicano, o rand sul-africano e o dólar canadense também ganharam do dólar. Mas o destaque de valorização estava com o dólar da Nova Zelândia e como dólar australiano.

Os agentes seguem operando na expectativa de que o presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Ben Bernanke, pode anunciar novo plano de estímulo à atividade nesta sexta-feira, quando participa de uma conferência em Jackson Hole, Estados Unidos. Além dessa expectativa, o ambiente de menor aversão ao risco também foi apontada como explicação para a queda de preço da moeda americana.

O VIX, que mede a volatilidade das opções na bolsa americana e é visto com um termômetro do medo do mercado, caía 14%, a 36,46 pontos. Outro sinal claro da melhora de humor do mercado é o forte desempenho do mercado de ações. Em Wall Street, o Dow Jones fechou com alta de 2,97%, enquanto o S&P e o Nasdaq se valorizavam 3,43% e 4,29%, respectivamente.

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