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Discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, ainda ecoa nas praças financeiras hoje e dita um tom mais otimista entre investidores

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A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta. O esperado discurso feito na sexta-feira pelo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, ainda ecoa nas praças financeiras hoje e dita um tom mais otimista entre os investidores no início desta semana. Nesse ambiente mais tranquilo, a Bovespa deve buscar reduzir parte das perdas acumuladas em agosto, embora os negócios locais sigam ressentidos do capital estrangeiro. Às 10h05, o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,69%, aos 53.717 pontos.

Faltando apenas três dias para o fim do mês, operadores seguem descrentes quanto a um "embelezamento" da Bolsa. O mais provável é que agosto seja o sexto mês, em oito decorridos este ano, em que o Ibovespa encerre com performance negativa. O desempenho, aliás, pode superar o resultado negativo de julho (-5,74%) - o pior de 2011 até então e que só faz frente ao verificado em maio de 2010 (-6,64%) - e ficar aquém apenas do tombo verificado em outubro de 2008, quando recuou mais de 20%.

Operadores das mesas de renda variável são praticamente unânimes em afirmar que, apesar dos preços atrativos das ações brasileiras, o investidor, sobretudo o estrangeiro, está arredio com a Bolsa. De fato, após os números da última quarta-feira (dia 24), o saldo negativo de capital externo na Bolsa superou R$ 1 bilhão neste mês, elevando o déficit no acumulado do ano para quase R$ 850 milhões.

Para os profissionais de mercado, a concorrência desleal com a renda fixa continua sendo o principal entrave, o que deixa a Bolsa refém de giro curto. E, por enquanto, não há sinais de que a Selic (taxa básica de juros da economia brasileira) irá abandonar a casa dos dois dígitos. Segundo a Pesquisa Focus, divulgada nesta manhã pelo Banco Central, os analistas do mercado financeiro mantiveram, pela terceira semana consecutiva, a previsão de que o juro básico permanecerá nos atuais 12,50% até o fim de 2011. A previsão indica a aposta de manutenção da Selic, na reunião que começa amanhã.

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