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Bolsa firmou posição em terreno positivo após discurso do presidente do banco central americano

Depois de um período de forte instabilidade após o esperado discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Ben Bernanke, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) firma posição em terreno positivo.

Depois de mergulhar 1,85%, o Ibovespa deu início a uma recuperação, voltou a fraquejar, mas por volta das 13 horas apontava valorização de 0,69%, a 53.319 pontos, com giro financeiro de R$ 2,12 bilhões. O mesmo sobe e desce foi visto em Wall Street.

O Dow Jones chegou a cair quase 2%, perdendo os 11 mil pontos, mas há pouco subia 0,82% a 11.241 pontos. Segundo o diretor da Máxima Corretora, José Costa Gonçalves, habilmente Bernanke pegou o problema e jogou para setembro.

Em seu discurso, Bernanke não anunciou novas medidas de estímulo, contrariando a expectativa de parte do mercado.

A única novidade foi a ampliação da reunião de setembro de um para dois dias (20 e 21 de setembro), para que o colegiado do Fed possa discutir o uso de ferramentas que tem à disposição. Segundo Costa, como o mercado vive de expectativa, temos mais um mês para todo o tipo de especulação.

E a percepção de um possível novo plano deve oscilar conforme os indicadores econômicos. Na próxima semana, essa construção de expectativas já passa por um teste com a divulgação dos dados sobre o mercado de trabalho americano em agosto. Números fracos aumentam a pressão sobre o Fed.

Virando a página, diz Costa, de fato nada muda. Na Europa, os problemas com dívidas soberanas e seus impactos sobre o setor financeiro persistem e no Japão, há uma troca de comando.

No campo corporativo, Petrobras e Vale concentram o volume, mas rondam a estabilidade. O papel PNA da mineradora subia 0,10%, a R$ 38,34, e a estatal ganhava 0,05%, a R$ 38,32.

Ainda entre os maiores volumes, destaque para Itaú PN que subia 1,20%, a R$ 26,91. OGX Petróleo avançava 1,22%, a R$ 10,77. Puxando as perdas, Usiminas PNA perdia 2,28%, a R$ 12,42, e BM&FBovespa ON caía 1,60%, a R$ 8,61.