Tamanho do texto

Moeda americana fechou em alta de 0,74%, para R$ 1,84, devolvendo parte da queda de 2,26% verificada nos últimos dois dias

O dólar voltou a subir ante o real nesta quinta-feira, em linha com o clima de cautela no exterior por conta dos problemas de dívida na zona do euro.

A moeda norte-americana fechou em alta de 0,74%, para R$ 1,8408 na venda, devolvendo parte da queda de 2,26% verificada nos últimos dois dias. Na máxima do dia, a cotação subiu a R$ 1,8487, com valorização de 1,18%.

Leia mais : Bovespa opera em baixa, mas aguarda dados dos EUA

O operador da B&T Corretora de Câmbio Marcos Trabbold atribiu a alta do dólar mais uma vez ao ambiente arisco no cenário externo, ainda por preocupações com o impacto da crise de dívida da zona do euro sobre a economia global.

"Hoje estamos sendo particularmente afetados. As bolsas lá fora até deram uma melhorada, mas a Bovespa continua no vermelho. Com isso, é dólar para cima", afirmou.

O Ibovespa caía cerca de 1,2% no final da tarde, a despeito da melhora em Wall Street.

A valorização da taxa de câmbio no Brasil ficou em linha com o desempenho da moeda no exterior, que alcançava o maior nível em um ano frente a uma cesta de divisas. O euro, por outro lado, caía à mínima em 15 meses ante a divisa norte-americana e ao piso em 11 anos contra o iene.

Investidores seguiam temerosos com a situação de economias no centro da crise de dívida europeia, especialmente Itália e Espanha, e com o aumento nos custos de capitalização de bancos. Um leilão de bônus franceses pouco amenizava as preocupações.

Veja também : Bolsas europeias fecham quinta-feira em baixa

Além dos temores relacionados à Europa, o dólar teve fôlego extra por dados mostrando contínua recuperação no mercado de trabalho norte-americano, o que reduz as chances de uma nova rodada de estímulos por parte do Federal Reserve (banco central norte-americano), que em outras ocasiões inundou o mercado de liquidez.

A geração de emprego no setor privado norte-americano saltou em dezembro, com as empresas contratando mais 325 mil funcionários, enquanto os pedidos de auxílio-desemprego caíram, elevando esperanças de que a recente melhora no mercado de trabalho continue em 2012.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.