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Mercado de câmbio local tem um pregão movimentado nesta terça-feira; perto das 15h, moeda norte-americana subia 0,22% a R$ 1,631

O mercado de câmbio local tem um pregão particularmente movimentado nesta terça-feira, tanto no mercado à vista quanto no futuro. O volume de negócios chama a atenção, segundo operadores.

No mercado à vista, já se esperava um ajuste de alta no preço, pois a cotação estava defasada com relação ao mercado futuro, que no fim da segunda-feira teve forte repique de alta com o contrato para setembro subindo mais de 3%. O preço à vista chegou a R$ 1,660 na venda, alta de 3,10% na máxima do dia. No meio da tarde, por volta das 15h10, o dólar comercial subia 0,22%, a R$ 1,631 na venda.

Já no mercado futuro o preço chegou a cair a R$ 1,6275, queda de 0,67%, devolvendo parte do repique de ontem, que teria sido promovido por uma zeragem de posição feita por um grande banco de investimento nacional.

Depois disso, o preço futuro rondava a estabilidade, mas por volta das 12h30, o dólar saiu de R$ 1,628 para R$ 1,671 (alta de 1,98%) em poucos minutos. Novamente, o que correu pelas mesas foi uma "zeragem" de posição vendida, dessa vez promovida por instituição estrangeira. Passado esse episódio, o mercado parece "voltar à normalidade".

Em relatório, o Bank of America Merrill Lynch afirma que o rebaixamento da nota dos Estados Unidos será um peso extra no sentimento já negativo em relação à moeda dos Estados Unidos e deve acelerar o passo da diversificação de reservas mundiais.

“No entanto, as perspectivas de curto prazo para o dólar dependem criticamente da reação dos ativos de risco à decisão da S&P. É concebível que, se o recente movimento de vendas continuar, o dólar deve se fortalecer, ao menos contra moedas de países emergentes e commodities,” afirma o BofA.

O que chama atenção nos dois mercados é o elevado volume negociado. Segundo um operador, estão todos acertando suas posições com cautela, mas sempre "com o dedo no gatilho", ou seja, qualquer movimentação atípica, como a observada no mercado futuro, "chama a manada para o jogo".

No câmbio externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, devolve o ganho de ontem, recuando 0,44%, para 74,51 pontos perto de 12h30.

O euro toma fôlego, conforme o Banco Central Europeu (BCE) segue atuando no mercado de títulos, aliviando custos para os países captarem recursos. Há pouco, o euro 0,3%, a US$ 1,422.

O destaque de alta no câmbio internacional segue com o franco suíço, que faz máximas históricas ante o dólar. O iene também sobe, mas com menor intensidade. As duas moedas são os novos "portos seguros" em momento de incerteza, posto que o dólar ocupava com exclusividade nos últimos anos.

(Com Valor Online)