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Perspectiva de maior crescimento dos setores industrial e agropecuário motivou a elevação da projeção para o PIB do País

O crescimento da economia brasileira em 2010 será de 7,60%, na projeção do Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A estimativa, divulgada no Boletim de Renda Fixa de outubro da associação, é superior à projeção anterior, que era de um avanço de 7,21% no Produto Interno Bruto (PIB) do País.

“Os dados refletem uma perspectiva de maior crescimento dos setores industrial e agropecuário”, afirma a Anbima no boletim. Já a projeção do PIB para 2011 ficou praticamente inalterada (4,50% contra 4,52%).

Outro dado revisado pelo comitê foi a cotação do dólar no final deste ano, que passou de R$ 1,80 para R$ 1,75.

Renda Fixa

O destaque de setembro do Boletim de Renda Fixa da Anbima foram as Letras Financeiras (LF), que são títulos de dívida que os bancos podem emitir no mercado doméstico. Com um aumento de 47,3%, o estoque das LFs somou R$ 18,3 bilhões em setembro e ultrapassou o Depósito a Prazo com Garantia Especial do Fundo Garantidor de Créditos (DPGE), instrumento criado pelo governo durante a crise para dar liquidez aos bancos menores. O DPGE terminou setembro com um estoque de R$ 18,28 bilhões.

Outro destaque de renda fixa em setembro foi o estoque de debêntures no mercado de capitais brasileiro atingiu R$ 324,6 bilhões, um crescimento de 20% na comparação com os R$ 270,7 bilhões do mesmo mês do ano passado, segundo os dados da Anbima

No universo dos títulos públicos, chamaram a ateção os prefixados de curto prazo, que cresceram pelo segundo mês seguido e passaram a representar 29% do volume total em setembro, aumento significativo em relação aos 18% de julho. Segundo a Anbima, a maior divergência de expectativas em relação ao comportamento da inflação e das taxas de juros de curto prazo criou mais oportunidades de negócios com esses papéis.

Em setembro, o crescimento foi dos negócios dos títulos prefixados de curto prazo no mercado secundário foi de 24,7% em relação ao mês anterior. Em agosto, o volume já havia crescido 10,2% em relação a julho.

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