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A rapidez com que o Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou as letras financeiras dos bancos foi elogiada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). ¿Esse é o ponto mais positivo da regra anunciada há pouco¿, diz o vice-presidente da Anbima, Alfredo Moraes.

Antes ser divulgada cedo e ser passível de ajustes do que perfeita e tarde. Segundo ele, a nova modalidade de captação era esperada pelas instituições financeiras e há uma demanda reprimida pelos títulos.

Alguns pontos ainda não estão muito firmes, mas com o passar do tempo e o uso do mercado, haverá ajustes, acredita. Uma das questões a serem melhor resolvidas, na opinião dele, é o veto à remuneração das letras financeiras pela variação cambial. A possibilidade era permitida na Medida Provisória de dezembro, que criou a modalidade de captação. O CMN não quis permitir essa remuneração pois há dúvidas sobre se ela pode ser instituída por lei.

O prazo das letras, fechado em dois anos, e o piso de R$ 300 mil refletem as condições atuais de mercado e não são nem bons, nem maus. O prazo está definido pelas condições de mercado. É claro que os bancos preferem prazos maiores, mas os períodos respeitam o apetite por risco dos investidores.

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