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Durante este ano, o desempenho do ¿?ndice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) desapontou o investidor

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Durante este ano, o desempenho do ¿?ndice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) desapontou o investidor. Para os três últimos meses do ano, no entanto, a perspectiva de especialistas é otimista, principalmente para os papéis de empresas com foco no mercado interno. Capitalização relativamente bem-sucedida da Petrobras, consolidação dos bons números da economia brasileira e perspectivas melhores para a conjuntura mundial são alguns dos motivos que levam especialistas a crer na alta das cotações daqui para a frente. Além desses fatores, historicamente, o período de outubro a dezembro costuma ser bom para todas as bolsas do mundo.

Laura Bartelle, analista da XP Investimentos, terceira maior corretora do País em volume de recursos negociados, explica que o mercado ficou "muito parado" neste ano, sobretudo por causa da capitalização da Petrobrás. "Mas agora vai deslanchar. Tanto pela saída da capitalização quanto pelo cenário econômico mundial e brasileiro", diz Laura. "O Brasil está no foco dos estrangeiros", acrescenta.

Alexandre Atherino, diretor da corretora Indusval, também salienta o interesse dos estrangeiros nos mercados emergentes, com foco no Brasil. "Estamos no radar dos investimentos estrangeiros", afirma. O foco no Brasil, segundo Atherino, se explica pelas boas perspectivas para a economia. "O PIB (Produto Interno Bruto) deve crescer 7,5% neste ano." Ele afirma que a projeção, por si só, já é uma forte sinalização do bom desempenho que as empresas nacionais vão apresentar no ano. "Os resultados serão muito melhores do que no primeiro semestre", projeta.

O consultor financeiro Marcos Moore, sócio da TraderPro, diz que os setores financeiro, de construção e de consumo devem já vão garantir "uma boa alta da bolsa". O otimismo com a bolsa brasileira é relativizado por José Rogério Luiz, diretor da Totvs Financial Services. "Não quer dizer que as ações só trarão ganhos. Haverá muita volatilidade sempre", alerta. O especialista não faz projeções para o desempenho da bolsa neste ano. "Só depois da conclusão do segundo turno das eleições dará para projetar algo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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