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SÃO PAULO - Apesar da forte alta das bolsas internacionais, o mercado acionário brasileiro perdeu força e sinaliza uma inversão de rumo para o campo negativo

. Ações de empresas ligadas a commodities destacam-se entre as principais valorizações no pregão, enquanto papéis atrelados ao mercado interno lideram as perdas do Ibovespa. Por volta das 11h20, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) avançava apenas 0,05%, aos 62.366 pontos, e girava R$ 1,1 bilhão. Já na BM&F, o índice futuro, com vencimento em agosto, apresentava baixa de 0,03%, com o registro de 63.245 pontos. Ontem, o Ibovespa subiu 0,05%, aos 62.333 pontos. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones subia 1%, instantes atrás, o S&P 500 avançava 0,77% e o Nasdaq registrava ganho de 0,94%. O respiro dos mercados com relação à Grécia depois da aprovação do plano de austeridade fiscal ganha força nesta quinta-feira. Os maiores bancos e seguradoras da Alemanha, bem como o governo do país, concordaram com uma proposta preliminar para rolar os títulos que possuem de dívida da Grécia, segundo fontes. Nos Estados Unidos, agentes ainda analisam indicadores de atividade e do mercado de trabalho. Os novos pedidos de seguro-desemprego somaram 428 mil no país, na semana terminada em 25 de junho. O total representou queda de 1 mil na comparação com a marca de uma semana antes (429 mil, dado revisado). Já a atividade manufatureira da região de Chicago ganhou fôlego em junho, de acordo com o Institute for Supply Management (ISM) Chicago. O indicador que mede o desempenho do setor marcou 61,1 no período, depois de registrar 56,6 em maio. Qualquer leitura acima de 50 significa crescimento. Esta quinta-feira ainda marca o fim do chamado "quantitative easing" 2 (QE2) nos Estados Unidos, mecanismo pelo qual seu banco central compra títulos públicos para injetar dinheiro na economia. Na bolsa brasileira, investidores ainda devem buscar ajustar suas carteiras, dado o fechamento de junho, do segundo trimestre e do primeiro semestre do ano. No campo corporativo, entre as ações de maior peso no Ibovespa, a trajetória é positiva. Minutos atrás, Vale PNA subia 0,45%, a R$ 44,61, Petrobras PN avançava 1,02%, a R$ 23,62, e OGX Petróleo se apreciava em 1,30%, a R$ 14,72. Ainda entre os destaques do índice, JBS ON subia 1,91%, a R$ 5,33, Petrobras ON avançava 1,00%, a R$ 26,01, e Pão de Açúcar PN ganhava 0,66%, a R$ 71,47. A novela da possível fusão das operações da varejista com o Carrefour no Brasil persiste, diante da posição adotada pelo grupo Casino. A empresa francesa aumentou mais uma vez sua participação no Grupo Pão de Açúcar (GPA) em 16,1 milhões de ações preferenciais, o que corresponde a 6,2% do capital. "A participação econômica total, incluindo ações ordinárias, vai a 43,1% do capital do GPA", revelou. Em meados deste mês, o Casino já havia ampliado sua participação no GPA para 37%. O Bank of Americana Merrill Lynch elevou hoje a recomendação para os papéis do Pão de Açúcar de "neutra" para "compra", e aumentou o preço-alvo em 12 meses de R$ 73 para R$ 92. No campo negativo do Ibovespa, destaque para o desempenho de papéis atrelados à cena interna, como Natura ON (-1,73%, a R$ 39,01), Cyrela ON (-1,76%, a R$ 15,03) e Lojas Americanas PN (-2,79%, a R$ 14,95). Fora do índice, as ações PN da Mundial disparavam, ao mostrarem alta de 25,55%, a R$ 2,26. O conselho de administração da empresa aprovou sua migração para o Novo Mercado da BM&FBovespa. (Beatriz Cutait | Valor)

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