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Bolsas europeias e os índices futuros de Nova York operam na manhã de hoje

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As bolsas europeias e os índices futuros de Nova York operam na manhã de hoje sustentados pelo anúncio ontem de que líderes republicanos e democratas, e o governo dos EUA, fecharam um acordo para elevar o teto da dívida norte-americana. Se aprovado na Câmara e no Senado, a administração Obama terá conseguido evitar o calote de sua dívida que vence esta semana e que as agência de rating (classificação de risco) imediatamente cortem a nota AAA do país.

"Se a votação for positiva, espere por uma disparada de curto prazo dos mercados, com as ações possivelmente recuperando parte das perdas da semana passada e o dólar retomando posição anterior", disse a analista de mercado do BGC Partners, Louise Cooper.

Às 8h58 (de Brasília), Londres subia 1,39%, Frankfurt ganhava 0,54% e Paris operava em alta de 0,61%. O futuro S&P 500 operava em alta de 1,17% e o Nasdaq-100 avançava 1,20%.

Paralelamente, os investidores digerem os números sobre atividade no setor de manufatura na zona do euro, no Reino Unido e na China, todos mostrando desaceleração. No Reino Unido, particularmente, o índice que mede a atividade, dos gerentes de compras (PMI), registrou contração pela primeira vez desde junho de 2009. O índice PMI HSBC da China também contraiu-se pela primeira vez desde julho de 2010. Assim, deve atrair atenção o número das 11h (de Brasília) sobre a atividade de manufatura do Instituto para Gestão de Oferta (ISM) dos EUA.

As ações do setor financeiro e de matérias-primas, normalmente sensíveis a mudanças no quadro econômico e político, beneficiavam-se do acordo para o teto da dívida dos EUA. As ações da Vedanta Resources operavam em alta de 1,8% próximo às 8h56 (de Brasília) e as da Rio Tinto somavam 2,2%.

Os papéis do banco HSBC Holdings ganhavam mais de 4%, com o anúncio de seu balanço do primeiro semestre, quando obteve receitas de US$ 35,7 bilhões, inalteradas na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto os números de modo geral superaram as previsões. Além disso, o banco informou corte de 30 mil empregos até 2013 como parte de um plano de redução de custos. As informações são da Dow Jones.