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Ativos de risco, como ações e petróleo, têm forte queda depois de indicadores fracos nos EUA acentuarem as preocupações com o crescimento da economia global

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Ativos de risco, como ações e petróleo, têm forte queda depois de indicadores fracos nos EUA acentuarem as preocupações com o crescimento da economia global. Em busca de proteção, os investidores se voltaram para ativos considerados mais seguros, como o ouro.

O aumento na demanda por ouro fez o contrato para dezembro a superar US$ 1.820 por onça-troy, atingindo o recorde de US$ 1.829,70 por onça-troy. Às 11h35 (de Brasília), o contrato avançava 1,80% na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), para US$ 1.826,00 por onça-troy. No mesmo horário, o petróleo WTI para setembro caía 4,83% na Nymex, para US$ 83,35 por barril, enquanto Dow Jones recuava 4,06%, Nasdaq cedia 4,58% e S&P 500 declinava 4,30%.

O clima negativo se agravou após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) unidade da Filadélfia informar que o índice de atividade industrial do distrito recuou para -30,7 em agosto, de 3,2 em julho, diante da previsão de 1,5. As vendas de moradias residenciais também vieram ruins, com queda de 3,5% em julho, contra previsão de alta de 4,0%. Mais cedo dados haviam mostrado aumento maior do que o esperado nos pedidos de auxílio-desemprego e na inflação nos EUA.

O sentimento sobre a economia global já vinha ruim nas últimas semanas em consequência da prolongada crise de dívida soberana da zona do euro, do rebaixamento da nota de crédito dos EUA e de enfraquecimento nas economias da Alemanha e da China. "Nós estamos vendo números atrás de números que indicam que a fraqueza econômica nos EUA e na Europa está piorando", comentou Bill O'Neill, da LOGIC Advisors. As informações são da Dow Jones.