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Ibovespa avança 1,39% e recupera os 66 mil pontos; Rossi, MRV, Cyrela e PDG Realty são favorecidas pela expectativa de medidas que incentivem o crescimento do País

A Bovespa fechou em em alta nesta quarta-feira, acompanhando o mercado internacional e ajudada por ações de empresas ligadas ao mercado doméstico, com destaque para as do setor imobiliário. O Ibovespa terminou o dia com ganho de 1,39%, cotado em 66.016 pontos.

Entre as maiores valorizações do principal índice da bolsa brasileira ficaram as empresas do setor de construção. Pouco antes do fechamento da bolsa, MRV subia 5,37%, Rossi avançava 6,65%, Cyrela tinha valorização de 3,94% e PDG Realty ganhava 3,95%.

A expectativa do mercado de que o governo vai tomar medidas para incentivar o crescimento da economia favorece as companhias que trabalham com construção e obras. Além disso, este setor já "apanhou" muito no passado e ficou parado em relação a outras ações, comenta um operador.

"O mercado acionário reage às apostas mais elevadas de que o Copom poderá acelerar o ritmo de corte dos juros hoje. A queda da produção industrial reacendeu essa expectativas e, dentro da bolsa, o movimento das construtoras reflete essa percepção", diz o operador de renda variável da Hencorp Commcor Rafael Dornaus.

Enquanto isso, papéis de siderúrgicas e da Vale limitaram os ganhos do mercado, ainda refletindo as preocupações sobre a diminuição do crescimento global, que abalaram os mercados nos últimos dias.

No caso da Vale, as derrotas da mineradora na disputa bilionária travada com a Fazenda Nacional envolvendo a cobrança de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) em relação aos ganhos de controladas no exterior frustraram o mercado. As ações preferenciais da companhia caíam 0,17%.

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Já os papéis PN da Petrobras subiam 1,35%, após a presidente da estatal, Graça Foster, dizer que a companhia está "sempre" avaliando a possibilidade de reajuste do preço da gasolina. A declaração foi dada ao ser questionada sobre o preço estabelecido pela companhia no país, que é inferior ao registrado no mercado internacional.

"O combustível é passível de ajustes para mais ou para menos. Os investimentos são de longo prazo. Nossa política de preços também é de longo prazo", disse a executiva, que participou do balanço da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2).

EUA e Grécia

No front internacional, investidores estão mais animados com as discussões para a reestruturação da dívida grega, que precisam chegar ao fim amanhã. Credores privados com 58% dos bônus gregos elegíveis para a troca da dívida já manifestaram que vão participar da operação.

Além disso, a divulgação de dados do mercado do trabalho norte-americano animaram os investidores em todo o mundo, ao apontar a criação de 216 mil novas vagas de emprego no setor privado no país em fevereiro, acima do esperado.

Uma decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) também chama atenção no dia. Membros da autoridade monetária estão estudando um novo tipo de programa de recompra de títulos, com objetivo de afastar os temores de aumento da inflação se o Fed decidir tomar novas medidas para impulsionar o crescimento da economia nos próximos meses, segundo informou o Wall Street Journal (WSJ).

Pela nova proposta, o Fed poderia imprimir dinheiro para comprar títulos de longo prazo lastreados em hipotecas ou títulos do Tesouro, mas limitaria o uso desse dinheiro ao tomá-lo de volta dos investidores em empréstimos de curtíssimo prazo (28 dias) e com taxas reduzidas. Essa estratégia é conhecida como "recompra de títulos esterilizada" (sterilized quantitative easing - QE, em inglês).

(Com Valor Online)

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