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Preços do petróleo, commodities e moedas de países em desenvolvimento também registraram queda nesta segunda

Mercados de ações mundiais despencaram nesta segunda-feira (24) após o principal índice da China afundar para 8,5% - a sua maior queda desde os primeiros dias da crise financeira global - em meio aos temores de piora da segunda maior economia do mundo.

Um trabalhador da Bolsa de Tóquio monitora os preços das ações em uma tela no pregão japonês
AP
Um trabalhador da Bolsa de Tóquio monitora os preços das ações em uma tela no pregão japonês

Os preços do petróleo, commodities e moedas de muitos países em desenvolvimento também caíram sob temor de uma forte desaceleração da China prejudicar o crescimento econômico ao redor do globo. A bolsa de Wall Street deve sofrer pesadas perdas nesta segunda.

O índice de Xangai sofreu sua maior queda percentual desde fevereiro de 2007, com muitas empresas listadas pela China batendo seus limites de deterioração com 10%. O valor de referência fechou em 3,209.91 pontos, o que significa que perdeu todos os seus ganhos em 2015, embora ainda seja mais de 40% acima do seu nível de um ano atrás.

Esses índices chineses têm atraído pedidos de mais estímulo econômico de Pequim, apesar de anteriores esforços do governo para estancar a hemorragia parecem ter feito pouco para estabilizar os mercados.

A propagação da crise na Ásia também teve consequências para os mercados europeus. O da Grã-Bretanha caiu 2,7%, o índice alemão teve queda de 2,6% e o da França diminuiu 2,5%. O Nikkei, do Japão, caiu de 4,6% para 18,540.68, sua pior queda em um dia desde que em mais de dois anos e meio.

"É um momento chave para a China. O mercado acionário em queda livre, o sistema bancário cada vez mais carente de liquidez, o aumento dos fluxos de saída de capital e uma economia em rápida desaceleração", disse Angus Nicholson, analista de mercado da IG, em nota de mercado.

Alguns analistas dizem ver oportunidades de negócios na mais recente queda de preços. Mas a convicção crescente é de que os formuladores de políticas e reguladores podem não ter os meios para estancar as perdas.

*Com AP

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