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A bolsa de Xangai caiu 1,1%, a de Tóquio 1,58%, a de Hong Kong teve queda de 2,38% enquanto a de Seul retraiu 0,56%

 O Banco Central chinês voltou a desvalorizar sua moeda, o yuan, nesta quarta-feira (12) e derrubou as bolsas de valores asiáticas. O mercado europeu também abriu em forte queda após a inesperada decisão chinesa.

Esforços do governo chinês não foram suficientes para conter queda da bolsa (8/07)
AP
Esforços do governo chinês não foram suficientes para conter queda da bolsa (8/07)

A bolsa de Xangai caiu 1,1%, a de Tóquio teve retração de 1,58%, a de Hong Kong teve queda de 2,38%, enquanto Seul retraiu 0,56%. Já na Europa, os mercados abriram com fortes quedas em Milão (-1,3%), Paris (-1,8%), Frankfurt (-1,8%), Madri (-1,6%) e Londres (-1,3%).

Os índices de títulos ligados à economia chinesa como os automóveis e os títulos em minérios também apresentaram forte queda, de -2,6% e -3,3%, respectivamente. O temor do mercado é de que a crise seja muito maior do que a anunciada pelo governo local, já que as atitudes do Banco Central eram totalmente inesperadas.

Hoje, a instituição fez um corte na taxa de 1,62% - contra 1,9% da terça-feira (11) - levando a moeda local a valer 6,33 yuans por dólar. Pela legislação, o Banco Central tem o direito de cortar ou aumentar a taxa em até 2% para impulsionar ou frear a economia.

Segundo o governo, as medidas querem tornar o câmbio "mais livre" e fazer com que ele siga as regras da "oferta e da procura". Porém, a reforma chega em um momento que as exportações do país apresentam forte queda e especialistas dizem que a medida quer apenas incentivar a venda externa chinesa.

Porém, a agência de notícias Xinhua, voz oficial do governo de Pequim, rebateu as acusações que a desvalorização do yuan tenha como objetivo sustentar as exportações do país. Segundo a agência, a suposta manobra para ganhar vantagens comerciais "não é real" e a afirmação de que a nação esteja querendo causar uma "guerra de moedas" é exagerada.

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