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O presidente francês, François Hollande, em uma visita a Milão, confirmou que a Grécia havia apresentado novas propostas

O primeiro-ministro grego Alexis Tsipras fez uma nova oferta sobre um pacote de reformas para os credores estrangeiros neste domingo (21), sinalizando concessões em cima da hora para romper um impasse que levou a Grécia à beira da falência. As informações são da agência de notícias Reuters.

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Alexis Tsipras chega a residência oficial como o novo primeiro-ministro da Grécia (Janeiro/2015)
AP Photo
Alexis Tsipras chega a residência oficial como o novo primeiro-ministro da Grécia (Janeiro/2015)

Depois de meses de disputas com os credores, o governo de Tsipras se mostrou disponível para discutir novamente a dívida do país. O presidente francês, François Hollande, em uma visita a Milão, confirmou que a Grécia havia apresentado novas propostas. Diplomatas da UE disseram que a proposta não havia chegado, mas representantes de credores europeus e do FMI devem se reunir ainda neste domingo para discutir novamente o assunto. 

Não ficou imediatamente claro o quanto a nova proposta cedeu às demandas dos credores sobre os cortes de gastos e aumento de impostos adicionais, mas a oferta foi um raio de esperança para que um acordo de última hora possa aliviar a economia do país antes de Atenas ficar sem dinheiro.

Um dia antes das reuniões de emergência, incluindo uma cúpula de líderes da zona do euro em Bruxelas, Tsipras se manteve em uma maratona de reuniões de gabinete e discutiu a nova oferta com os líderes da Alemanha, França e da Comissão Europeia por telefone.

“O primeiro-ministro apresentou a proposta da Grécia aos três líderes. Esse acordo visa a solucionar o problema, e não adiar a situação", disse um comunicado do gabinete de Tsipras.

Tsipras, eleito com a promessa de acabar com a austeridade, tem resistido desafiadoramente às exigências de cortar gastos e aumentar os impostos. Mas as autoridades gregas sugeriram que Atenas pode estar disposta a considerar as mudanças solicitadas a fim de apaziguar os ânimos dos credores.

"Não há tempo a perder. As discussões e negociações devem continuar para que seja alcançado um acordo", Hollande disse em uma coletiva conjunta com o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.

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