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Presidente mostrou otimista quanto à recuperação econômica e disse que País deve voltar a crescer antes do resto do mundo

Em café da manhã com jornalistas, realizado nesta segunda-feira (22) no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff falou na necessidade de adoção de "medidas drásticas" para que o país volte a crescer diante da crise internacional.

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A presidente Dilma Rousseff durante conferência em Brasília (15/12)
CHARLES SHOLL/FUTURA PRESS
A presidente Dilma Rousseff durante conferência em Brasília (15/12)

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Dilma afirmou, entretanto, que tais medidas não comprometerão os programas sociais do governo. Segundo ela, é possível conciliar uma agenda de recuperação do crescimento econômico com o funcionamento das políticas de transferência de renda e subsídios.

"Vamos nos preparar, vamos organizar mais uma vez a casa para nos preparar para a retomada", disse ela.  "O que almejamos é uma recuperação. É uma melhoria nas nossas condições", acrescentou.

"Você tem sempre um movimento cíclico e temos e retomar e para isso de fato você tem de ter algumas medidas mais drásticas. Não significa de forma nenhuma que vamos reduzir os programas sociais. É compatível", declarou a presidente.

Umas das medidas drásticas citadas pela presidente as alterações feitas no Programa de Sustentação do Investimento, que tem linhas de crédito para empresas. O volume de recursos foi diminuído e os valores dos juros aumentado.  A presidente, entretanto, sinalizou que as “mudanças drásticas " não se resumirão a isso.

" Teremos de ter um controle maior sobre outros gastos e teremos de fazer algumas reformas", disse Dilma.

Dilma fez uma rápida análise do quadro internacional e disse que "teremos uma recuperação do país mesmo sem a recuperação internacional". Ela negou que exista em discussão atualmente no governo um pacote de cortes e ajustes da ordem de R$ 100 bilhões para o próximo ano.

"Esse número não foi discutido com a presidência", afirmou. "Esses R$ 100 bilhões são um chute. Ninguém fez essa conta", acrescentou a presidente.