Tamanho do texto

Na máxima do dia, o dólar chegou a subir a R$ 2,61, após terminar a sessão da véspera no patamar de R$ 2,61 pela primeira vez em quase 10 anos

Reuters

O dólar fechou em queda nesta terça-feira e voltou abaixo de R$ 2,60, com investidores ainda mostrando dúvidas sobre o futuro do programa de intervenções diárias do Banco Central no câmbio, após o presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmar que a atuação tem atingido "plenamente" seus objetivos.

Mesmo após as declarações de Tombini, analistas afirmaram que o mercado continuou dividido sobre a possível extensão das vendas diárias de swaps cambiais, marcadas para durar até pelo menos o fim deste ano, no ano que vem.

A moeda norte-americana caiu 0,51%, a R$ 2,59 na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,1 bilhão de dólares.

Leia mais:  Empreendedor arrecada R$ 171 mil para criar camisa social com botões comportados

Na máxima do dia, o dólar chegou a subir a R$ 2,61, após terminar a sessão da véspera no patamar de R$ 2,61 pela primeira vez em quase 10 anos, o que abriu espaço para ajustes e operações de entrada de divisas. Na mínima desta terça-feira, atingiu R$ 2,58, queda de mais de 1%.

"A expectativa do mercado (sobre o programa do BC) ainda está dividida. Existe uma torcida, existe um achismo", disse o especialista em câmbio da corretora Icap, Italo Abucater.

Em audiência na Comissão Mista do Orçamento, Tombini disse que o programa de hedge cambial --que atualmente oferta diariamente até 4 mil swaps cambiais, equivalentes a venda futura de dólares-- tem atingido "plenamente seus objetivos" e que não tem a intenção de reverter as posições de swaps. Ele afirmou ainda que os estoques de swaps devem ser renovados no futuro, observadas as condições de demanda.

Questionado sobre o tema após a audiência, Tombini disse que o BC tem duas semanas para monitorar o mercado de câmbio e decidir sobre o futuro do programa.

Se de fato as rações diárias forem reduzidas ou eliminadas no ano que vem, a oferta de liquidez do mercado de câmbio brasileiro diminuiria justamente no ano em que se espera que o Federal Reserve, banco central norte-americano, comece a elevar as taxas de juros.