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O dólar subiu 0,67% na venda, após ter recuado 0,51% na véspera. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,6 bilhão

O dólar fechou em alta de 0,67% para R$ 2,5757 nesta terça-feira (2), na esteira da aversão ao risco no exterior, com investidores adotando uma postura mais defensiva diante da volatilidade dos preços das commodities, mesmo após o Banco Central realizar leilão de venda de dólares com compromisso de recompra.

O dólar subiu 0,67% na venda, após ter recuado 0,51% na véspera. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,6 bilhão.

A divisa dos Estados Unidos também avançava contra moedas ligadas a commodities, como os dólares australiano e neozelandês.

"A volatilidade nas commodities, principalmente no petróleo, deixou investidores avessos a ativos de maior risco, o que acabou transbordando aqui no real", disse o economista sênior do Espírito Santo Investment Bank, Flavio Serrano.

Na véspera, o vice-chair do Federal Reserve, Stanley Fischer, e o presidente do Fed de Nova York, William Dudley, afirmarem que a baixa dos preços do petróleo só vai afetar temporariamente os preços nos Estados Unidos. Os dois adotaram um tom razoavelmente otimista, sugerindo que o banco central norte-americano não adiará a alta dos juros em função disso.

O contrato do petróleo Brent caía mais de 2% nesta sessão, após fechar em alta na segunda-feira.

Na cena doméstica, investidores continuaram à espera de mais pistas sobre quais medidas serão adotadas pela nova equipe econômica para enfrentar o quadro de inflação alta e crescimento baixo. Também mostravam dúvidas sobre o futuro do programa de intervenções diárias do Banco Central no câmbio.

A autoridade monetária realizou nesta sessão leilão de venda de até US$ 1 bilhão com compromisso de recompra em 2 de abril de 2015. Segundo o superintendente de câmbio da corretora TOV, Reginaldo Siaca, a atuação não traz grande impacto no mercado e vem por motivos sazonais.

"É normal que tenha mais demanda por dólares no fim de ano, porque as empresas precisam remeter [lucros e dividendos] para fora. O BC está apenas reagindo a isso", afirmou Siaca. O BC também faz os leilões de linha no final de ano para dar liquidez aos exportadores.

A taxa de recompra do leilão ficou em R$ 2,651595, informou a autoridade monetária.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, equivalentes a venda futura de dólares, pelas atuações diárias. Todos os contratos vendidos vencem em 1º de setembro de 2015 e correspondem a US$ 197,4 milhões. A autoridade monetária também ofertou contratos para 1º de junho de 2015, mas não vendeu nenhum.

O BC também vendeu nesta sessão a oferta integral de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro, equivalentes a US$ 9,827 bilhões. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 10% do lote total.