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Com o resultado, a bolsa tem a maior sequência de perdas em 19 meses

Reuters

A Bovespa fechou em queda pelo sexto pregão consecutivo nesta quarta-feira (10), no menor patamar desde 18 de agosto.

O Ibovespa fechou em queda de 0,81%, a 58.198 pontos, completando a sexta sessão seguida no vermelho e acumulando recuo de 6% no período. É a maior sequência de perdas desde fevereiro de 2013. Na mínima da sessão, o índice chegou a cair mais de 2%. O giro financeiro do pregão somou R$ 7,9 bilhões.

Após subir quase 10% em agosto, o Ibovespa acumula queda de 5,04% em setembro até esta quarta-feira.

O movimento de realização em praças emergentes nesta sessão também esteve no radar e foi citado como mais um fator de cautela ao mercado acionário brasileiro, embora dados sobre o fluxo de estrangeiros na bolsa ainda mostrem forte presença desses participantes.

O saldo externo na Bovespa no mês até 8 de setembro estava positivo em pouco mais de R$ 2 bilhões, contabilizando no ano entrada líquida de quase R$ 20 bilhões, enquanto os estrangeiros estavam comprados em 90.912 contratos em aberto de Ibovespa futuro até 9 de setembro.

O chefe da mesa de renda variável de corretora de um banco em São Paulo, que pediu para não ser identificado, disse que ainda observa fluxo para Brasil, mas que a forte valorização recente das ações e as incertezas políticas fizeram com que o apetite diminuísse.

Além disso, na próxima segunda-feira acontece o vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista, o que tende a adicionar volatilidade aos negócios.

Papel por papel

As ações da Petrobras recuaram mais de 2% neste sessão. Papéis do setor financeiro, que mostraram forte valorização em agosto, também responderam por pressão negativa relevante no índice, com destaque para Itaú Unibanco e Bradesco.

O segmento imobiliário figurou entre as maiores baixas do Ibovespa, em parte por conta das características dessas ações que apresentam movimentos mais acentuados do que o índice, mas também devido ao movimento de alta nos juros futuros longos nos últimos dias.

O setor siderúrgico também teve forte queda, com Usiminas afetada por corte na recomendação pelo Bank of America Merrill Lynch, enquanto Gerdau sofreu após o Departamento de Comércio dos Estados Unidos reverter decisão preliminar que impunha direitos antidumping sobre as importações de vergalhões de aço da Turquia.

Entre os poucos papéis em alta, Embraer avançou mais de 3%, com alguns agentes no mercado atrelando o movimento à valorização do dólar frente ao real, o que beneficia a empresa que gera grande parte de sua receita com exportações.

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