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Resultado da bolsa foi reflexo do forte recuo das ações da Petrobras e acompanhou o fraco desempenho dos mercados internacionais

Reuters

O principal índice da Bovespa teve nesta segunda-feira (8) a maior queda percentual em sete meses, puxado pelo forte recuo das ações da Petrobras e acompanhando o fraco desempenho dos mercados internacionais.

O Ibovespa caiu 2,45%, para 59.192 pontos, refletindo um movimento generalizado de realização de lucros, que levou 65 das 69 ações da carteira fecharem no vermelho. Foi a maior queda diária desde 3 de fevereiro. O giro financeiro da sessão somou R$ 9,6 bilhões.

As ações preferenciais da Petrobras, que chegaram a subir mais de 3% no início dos negócios, fecharam em queda superior a 4%, com operadores citando principalmente investidores estrangeiros como vendedores.

A Petrobras foi alvo de denúncias de corrupção neste final de semana, com a publicação de notícias de que o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa teria dito à Polícia Federal que dezenas de parlamentares e três governadores teriam recebido pagamentos de comissão sobre contratos da estatal.

Apesar da queda nesta sessão, a ação preferencial da Petrobras ainda acumula alta de 35% no ano, com investidores apostando na melhora da administração da estatal num eventual novo governo.

Ações de empresas do setor elétrico, como Eletrobras e Light, e do imobiliário, como MRV e Rossi Residencial, figuraram entre as líderes de queda.

No campo positivo, o destaque foi a TIM Participações, com alta superior a 6%, após o diretor de Finanças da América Móvil afirmar que a empresa tem interesse em explorar com a Oi oferta conjunta pela TIM, da Telecom Italia.


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