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Moeda dos EUA terminou a semana cotada a R$ 2,1954

Num dia que mostrou oscilações, o dólar fechou perto da estabilidade e ainda abaixo de R$ 2,20, em meio à briga pela formação da Ptax (taxa de câmbio calculada durante o dia pelo Banco Central do Brasil) de junho e após o déficit primário do governo central surpreender negativamente o mercado.

As oscilações durante o dia não influenciaram no fechamento da cotação da moeda norte-americana
Thinkstock/Getty Images
As oscilações durante o dia não influenciaram no fechamento da cotação da moeda norte-americana

A moeda norte-americana teve leve queda de 0,04%, a R$ 2,1954 na venda, após chegar a R$ 2,2080 na máxima do dia e a R$ 2,1874 na mínima. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,7 bilhão.

"Até segunda-feira (30), o mercado vai ficar volátil por causa da Ptax. Depois disso, espero que o dólar volte àqueles níveis de antes", afirmou o operador da corretora Intercam Glauber Romano, referindo-se à banda informal de R$ 2,20 a R$ 2,25.

Boa parte do mercado acredita que cotações abaixo desse piso não agradariam à autoridade monetária porque podem prejudicar as exportações. Por outro lado, taxas acima do teto informal pressionariam os preços via encarecimento de importados.

A disputa entre investidores para deslocar a Ptax – taxa calculada pelo BC que serve de referência para diversos contratos – a patamares que favoreçam suas posições cambiais manteve a moeda norte-americana girando em torno de R$ 2,20 neste pregão.

A moeda norte-americana chegou a esboçar altas mais expressivas após a divulgação de números fiscais fracos, durante a tarde. Com forte queda nas receitas e sem contar com dividendos bilionários, o governo central registrou déficit primário de R$ 10,502 bilhões em maio, pior resultado para esses meses e que coloca ainda mais em xeque o cumprimento da meta deste ano.

"O número fiscal faz o mercado reavaliar se esse real valorizado é justificado, levando em conta fundamentos econômicos tão fracos", afirmou o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, ressaltando que o nível de R$ 2,20 é um "patamar psicológico bastante forte".

No exterior, o dólar recuou contra o euro e caminhava para a segunda semana consecutiva de perdas. Dados positivos sobre a confiança do consumidor norte-americano não foram suficientes para alimentar expectativas de que o Federal Reserve (FED), banco central dos EUA, possa elevar antes do esperado a taxa de juros.

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