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Moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 2,1963

Reuters

O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (26), no menor nível desde outubro do ano passado, após um fluxo de entrada de divisas apurado no fim do pregão levar as cotações abaixo do piso informal de R$ 2,20 e desencadear uma série de operações para limitar perdas.

A moeda norte-americana recuou 0,44%, a R$ 2,1963 na venda, menor nível desde 30 de outubro, quando ficou em R$ 2,1920 na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,8 bilhão.

"Foi um fator técnico, com alguns investidores zerando posições para realizar perdas", disse o estrategista-chefe do banco Mizuho, Luciano Rostagno.

Boa parte do mercado acredita que o Banco Central não quer que o dólar caia abaixo deste patamar devido a possíveis impactos adversos sobre as exportações. Por outro lado, a percepção é de que autoridade monetária quer evitar cotações muito acima de R$ 2,25, que poderiam pressionar a inflação via encarecimento de importados.

Para se protegerem no caso de suas expectativas se mostrarem erradas, alguns montaram operações de venda de moeda estrangeira que seriam iniciadas automaticamente caso o dólar recuasse abaixo desse piso informal, limitando suas perdas, de acordo com operadores.

A moeda norte-americana chegou a encostar no nível dos R$ 2,20 diversas vezes na véspera, mas não conseguiu romper o suporte. 

O dólar vinha oscilando dentro dessa banda informal praticamente desde o início de abril. A divisa chegou a flertar com níveis mais altos em meados de junho em meio a expectativas de que o BC poderia reduzir o ímpeto de suas intervenções no câmbio, mas o movimento perdeu força após a autoridade monetária assegurar que continuará atuando diariamente até pelo menos o fim do ano no mesmo ritmo

Apesar de ter rompido o piso de R$ 2,20 nesta sessão, analistas afirmam que o dólar não deve se sustentar nesses níveis mais baixos. "O investidor já assume que quando o dólar recua muito, o BC pode tomar uma atitude", afirmou o diretor de câmbio da corretora Pioneer, João Medeiros.

Na primeira metade do dia, a moeda norte-americana registrou leves altas, corrigindo parte das quedas vistas nas últimas sessões e acompanhando o fortalecimento da divisa norte-americana no exterior.

Dados fracos sobre confiança do consumidor e pedidos de auxílio-desemprego nos EUA não foram suficientes para acabar com o otimismo sobre as perspectivas de crescimento e levaram o dólar a subir contra moedas como o euro.

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