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Representantes do país irão pedir a magistrado para resolver conflito de mais de uma década cujo valor atinge US$ 1,5 bilhão

AP

Os representantes da Argentina vão se encontrar com um juiz americano para iniciar negociações com o objetivo de encerrar uma batalha de mais uma década sobre dívidas de US$ 1,5 bilhão.  

O chefe de gabinete Jorge Capitanich disse que a Argentina vai fazer uma oferta formal para o juiz americano Thomas Griesa em busca da solução para dívidas que não foram pagas pela nação. O débito inclui detentores de títulos com garantias que recentemente ganharam na Suprema Corte dos Estados Unidos o direito de repagamento de obrigações que a Argentina não pagou em 2001.

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Os representantes do país vão buscar também tratamento igualitário para 92% de credores que participaram da troca de dívida de 2005 e 2010, assim como 7% dos credores que não processaram a Argentina ou que não fizeram parte do caso vencedor.

O Ministro da Economia argentino Axel Kicillof disse que os representantes do país também devem pedir ao juiz Griesa a suspensão de uma regra que prevê que, se a Argentina não pagar às partes queixosas todo o dinheiro devido, o país não poderá usar os bancos americanos para realizar pagamentos de juros no dia 30 de junho.

"Nós acreditamos que a medida de suspensão é essencial para que a Argentina possa continuar a pagar todos os seus acionistas normalmente", disse Kicillof. "Dessa forma, nós podemos continuar o diálogo sob condições igualitárias, e 100% dos credores poderão receber o dinheiro, especialmente aqueles que tiveram o pagamento adiado para a data."

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