Tamanho do texto

Influenciou no desempenho da bolsa a decisão do banco central dos EUA de revisar para baixo a previsão de crescimento

O principal índice da Bovespa fechou em alta de mais de 1,5% nesta quarta-feira (18), após o banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve, o Fed) aliviar temores de que sinalizaria elevação dos juros antes do esperado e refletindo expectativas por nova pesquisa eleitoral.

Bolsa subiu 1,66% no pregão desta quarta-feira (17)
Thinkstock/Getty Images
Bolsa subiu 1,66% no pregão desta quarta-feira (17)

O Ibovespa subiu 1,66%, a 55.202 pontos, na máxima do pregão e em linha com a alta das bolsas norte-americanas, cujo índice S&P 500 fechou em novo recorde histórico. O índice brasileiro também foi influenciado pelo vencimento de opções sobre Ibovespa e índice futuro, que inflou o giro financeiro para R$ 15,9 bilhões.

Os mercados temiam que o Federal Reserve sinalizasse para uma política monetária menos expansionista nos EUA e que poderia elevar os juros antes do esperado, o que tenderia a atrair recursos atualmente aplicados em países como o Brasil.

Apesar de o Fed ter expressado confiança de que uma recuperação está em grande parte em andamento, o que permitirá que comece a elevar as taxas de juros em 2015, o mercado não viu grande mudança em sua postura.

"Embora os sinais econômicos sejam melhores, isso ainda é insuficiente para que eles estejam suficientemente convencidos a encaminhar ajustes mais fortes. O mercado manteve a percepção de que o ajuste vai ser bem cauteloso", disse o economista da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto.

O Fed disse que a taxa de desemprego continua elevada, embora tenha caído; que a recuperação do setor imobiliário permanece lenta; e que as expectativas inflacionárias permaneceram estáveis a longo prazo.

As ações preferenciais da Petrobras fecharam em alta de 3,71%, por conta de especulações sobre a pesquisa de quinta-feira e também influenciadas pela volatilidade trazida pelo vencimento de opções sobre Ibovespa.

Papéis de bancos como Itaú Unibanco, que pressionaram a bolsa para baixo pela manhã, acabaram fechando no azul. O Banco do Brasil chegou a recuar 4%, mas encerrou com desvalorização de 1%.

Ações de energia ficaram entre as maiores altas, com destaque para Cemig, Cesp e Copel. Profissionais do mercado citaram chance de nova ajuda do governo federal a distribuidoras, após a agência reguladora Aneel admitir que o preço da energia de curto prazo (PLD) segue acima do que o setor pode suportar.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.