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A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 2,2377

O dólar fechou em leve alta ante o real nesta segunda-feira (16), com investidores operando com cautela antes da reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, e as intervenções do Banco Central brasileiro segurando as cotações dentro da banda informal de R$ 2,20 a R$ 2,25.

A moeda norte-americana avançou 0,34%, a R$ 2,2377 na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 950 milhões, mantendo o ritmo de poucos negócios dos últimos dias.

Alta do dólar nesta segunda-feira (16) foi de 0,34%
Thinkstock/Getty Images
Alta do dólar nesta segunda-feira (16) foi de 0,34%

"Provavelmente, o Fed não vai aumentar os juros, mas deve reconhecer melhora na economia e isso pode gerar estresse no mercado", afirmou o gerente de câmbio da corretora Advanced, Celso Siqueira, referindo-se à reunião de quarta-feira (19).

"E o dólar nesse nível mantém a inflação controlada", emendou, acrescentando que a banda informal também não prejudica as exportações, agradando ao BC brasileiro.

A recuperação da economia dos Estados Unidos poderia gerar pressão inflacionária e estimular o Fed a elevar os juros mais cedo do que o previsto, atraindo recursos atualmente aplicados em economias como o Brasil.

Nesse contexto, o dólar teve leve alta contra outras moedas emergentes, como o peso mexicano. Nos mercados desenvolvidos, turbulências geopolíticas no Iraque e na Ucrânia impulsionavam divisas de menor risco, como o iene e o franco suíço, enquanto a moeda dos EUA tinha leve queda sobre o euro.

No Brasil, a promessa do BC de continuar atuando no câmbio no segundo semestre evitou variações maiores. Durante o pregão, o dólar oscilou entre R$ 2,2248 na mínima e R$ 2,2390 na máxima.

"Enquanto o BC continuar presente, e ele não tem dado sinais de que pretende sair do mercado em breve, ninguém vai arriscar tirar o dólar desses níveis", afirmou o operador de câmbio da corretora Intercam Glauber Romano.

Pela manhã, a autoridade monetária vendeu a oferta diária total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Foram 2,7 mil contratos para 2 de fevereiro e 1,3 mil para 1º de junho de 2015, com volume equivalente a US$ 198,5 milhões.

Até então, o BC estava ofertando papéis para 1º de dezembro deste ano, mas foram substituídos pelo vencimentos de 1º de junho do próximo ano.

Em seguida, vendeu a oferta total de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em julho. Ao todo, já rolou cerca de 47% do lote total, que corresponde a US$ 10,060 bilhões.

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