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Forte atuação do BC ajudou no recuo de 0,13% da moeda

O dólar caiu ante o real nesta terça-feira pela quarta sessão consecutiva, com baixo volume de negociação e reforçando os sinais de que voltou a operar dentro da banda de R$ 2,20 a R$ 2,25 com a forte atuação do Banco Central.

Moeda americana acumula queda de 2,43% em quatro pregões
Thinkstock/Getty Images
Moeda americana acumula queda de 2,43% em quatro pregões

A divisa americana recuou 0,13%, a R$ 2,2281 na venda, acumulando em quatro pregões queda de 2,43%. O giro foi bastante fraco, de cerca de US$ 700 milhões, segundo a BM&F.

O dólar não tinha uma sequência de quatro quedas consecutivas desde o início de abril, quando passou a ser negociada dentro da banda informal e ficou presa nela até o fim de maio.

"O que baliza a queda são as intervenções do BC e agora o dólar voltou a operar mesmo dentro da banda", afirmou o economista da H.Commcor Waldir Kiel.

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Entre abril e maio, o dólar oscilou dentro da banda informal de R$ 2,20 a R$ 2,25 que o mercado acredita agradar ao BC por não ser inflacionário e não afetar as exportações do país.

Mas a moeda americana saiu momentaneamente desta variação no começo deste mês e aproximou-se de R$ 2,30, com os investidores especulando sobre a prorrogação das intervenções diárias do BC no câmbio.

Na noite de sexta-feira, a autoridade monetária informou que estenderá seu programa para além de junho, mas não forneceu detalhes de como fará isso. O atual volume --de até 4 mil contratos de swaps por dia-- deve ser reduzido, segundo informações obtidas pela Reuters junto ao governo.

O mercado também está apostando numa redução do volume, já que o próprio presidente do BC, Alexandre Tombini, disse recentemente que a demanda por swaps cambiais teve "certo arrefecimento".

No leilão diário deste pregão, o BC vendeu novamente a oferta integral de até 4 mil swaps: foram 500 com vencimento em 1º de dezembro deste ano e 3,5 mil para 2 de fevereiro do próximo, com volume financeiro equivalente a US$ 198,8 milhões.

Para rolagem, o BC vendeu toda oferta de 10 mil contratos. Com isso, já rolou cerca de 32% do total que vence no próximo mês, correspondente a US$ 10,060 bilhões.

No exterior, a divisa valorizava em relação a uma série de moedas, como o euro, com perspectivas sobre a possibilidade de o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevar a taxa de juros mais cedo do que o esperado diante dos recentes dados do mercado de trabalho da maior economia do mundo.

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