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Presidente da entidade anunciou as medidas para combater a inflação baixa e impulsionar a economia da região

Reuters

O Banco Central Europeu (BCE) lançou uma série de medidas nesta quinta-feira (5) para combater a inflação baixa e impulsionar a economia da zona do euro, cortando taxas, adotando taxas de juros negativas sobre depósitos e oferecendo novos fundos de longo prazo a bancos.

Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu
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Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu

O BCE cortou todas as suas principais taxas para mínimas recordes em um esforço para combater o risco de deflação como a do Japão e diminuir a taxa de câmbio do euro. Pela primeira vez, o BCE cobrará 0,10% dos bancos por depositarem recursos no banco central de um dia para o outro.

Mas não anunciou por enquanto compras de ativos em larga escala, conhecidas como "quantitative easing", embora o presidente do BCE, Mario Draghi, tenha dito que mais medidas podem vir caso seja necessário.

Draghi definiu um plano de € 400 bilhões (US$ 544,86 bilhões) e quatro anos para dar aos bancos que vêm segurando o crédito, devido aos testes de estresse que se aproximam, um incentivo para que aumentem os empréstimos a empresas na zona do euro.

"Agora estamos em um mundo completamente diferente", disse Draghi em entrevista à imprensa, citando "inflação baixa, recuperação fraca e dinâmicas monetárias e de crédito fracas".

O pacote, aprovado de forma unânime, foi direcionado para aumentar os empréstimos à "economia real", disse ele.

Outras medidas incluem a ampliação da duração de liquidez barata e ilimitada para bancos da zona do euro, injetando cerca de € 170 bilhões ao parar ofertas que retiravam fundos gastos em compras de ativos governamentais anteriores, e se preparando para possíveis compras futuras de títulos lastreados em ativos para apoiar as pequenas empresas.

As projeções publicadas pelo BCE mostraram que a inflação será de apenas 0,7% neste ano, 1,1% no ano que vem e 1,4% em 2016, uma revisão para baixo e muito longe da meta do BCE de abaixo mas perto de 2%.

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"Se necessário, vamos agir rapidamente com mais afrouxamento da política monetária", disse ele, acrescentando que o Conselho, que define as políticas, foi unânime em seu compromisso de usar instrumentos não convencionais se necessário "para tratar ainda mais dos riscos de um período prolongado demais de inflação baixa".

Draghi disse que as taxas de juros vão permanecer baixas por um período prolongado de tempo, mas após o corte desta quinta-feira ele omitiu uma fala anteriormente regular de que elas podem ser reduzidas ainda mais.

Questionado sobre quanto tempo demorará para que as medidas cheguem à economia, ele disse: "O mais provável é que vejamos efeitos imediatos nos mercados monetários e que vejamos efeitos defasados na economia real atribuíveis à este programa... provavelmente levará de três a quatro trimestres".

O BCE cortou sua taxa de depósito para -0,10%, a principal taxa de refinanciamento para 0,15% e a taxa de empréstimo para 0,40%.

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