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Moeda americana avançou 0,44%, a R$ 2,2694 na venda; giro financeiro ficou em torno de US$ 2 bilhões

O dólar teve leve alta ante o real nesta segunda-feira (31), fechando março com o maior tombo desde setembro passado e se aproximando do patamar de R$ 2,25, mas com avaliações de que o Banco Central brasileiro não estaria confortável com as atuais cotações.

Especialistas esperam que o BC continue com suas atuações no mercado de câmbio, mas talvez um pouco mais moderadas, preocupado com o impacto do dólar mais fraco sobre as exportações. Para eles, o piso informal para o câmbio estaria entre R$ 2,25 ou R$ 2,30.

-Leia também: diretora do banco central dos EUA defende políticas expansionistas

O dólar fechou a sessão com alta de 0,44%, a R$ 2,2694 na venda, e acumulou queda de 3,22% em março, maior recuo mensal desde setembro de 2013, quando perdeu 7,08%. No trimestre, a baixa somou 3,74%.

Para especialistas, piso informal para o câmbio estaria entre R$ 2,25 ou R$ 2,30
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Para especialistas, piso informal para o câmbio estaria entre R$ 2,25 ou R$ 2,30

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 2 bilhões.

A estratégia de intervenções do BC no câmbio tem levantado dúvidas nas mesas de câmbio nas últimas sessões. O mais recente ponto de interrogação veio porque a autoridade monetária não rolou integralmente os swaps cambiais, que equivalem à venda futura de dólares, que vencem nesta terça-feira (1º).

Restaram cerca de 55 mil contratos a serem rolados, do lote equivalente a US$ 10,148 bilhões. Foi a segunda vez que isso aconteceu desde que teve início o programa de intervenções diárias, em agosto do ano passado. A última rolagem parcial foi a do lote de novembro do ano passado, quando odólar era negociado abaixo de R$ 2,20.

Nesse cenário, cresceram as expectativas de que a autoridade monetária também não role integralmente o próximo lote de swaps, que vence em 2 de maio e equivale a US$ 8,733 bilhões.

O Brasil também tem recebido forte ingresso de divisas do exterior. Nesta sessão, a JBS foi a mais recente empresa a captar lá fora, lançando US$ 750 milhões em bônus no exterior.

No entanto, a estratégia de abrandamento da ação do BC para rolagens de swaps, segundo especialistas, não vale para suas intervenções diárias que, desde o início do ano, são de leilões de até 4 mil novos contratos de swaps.

Nesta sessão, o BC deu continuidade à ração diária, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps, todos com vencimento em 1º de dezembro deste ano e volume equivalente a US$ 198,5 milhões. A autoridade monetária também ofertou contratos para 2 de março, substituindo o vencimento em 1º de outubro ofertado nos leilões anteriores, mas não vendeu nenhum.

Além disso, aceitou propostas em leilão de venda de até US$ 2 bilhões com compromisso de recompra em 2 de junho de 2014. A operação tem a finalidade de rolar os vencimentos em 2 de abril e a taxa de corte foi de R$ 2,310696.

Yellen

Nesta sessão, o fortalecimento do dólar chegou a perder força no fim da manhã, após a chair do Federal Reserve, Janet Yellen, defender fortemente as políticas expansionistas do Fed, aliviando um pouco da preocupação que tem assombrado os mercados desde que ela sugeriu que poderia elevar as taxas de juros já em 2015.

Na primeira metade do pregão, o mercadou operou ainda sob a briga pela formação da Ptax de março, taxa calculada pelo BC que serve de referência para diversos contratos cambiais. A Ptax fechou a R$ 2,2624 para compra e a R$ 2,2630 para venda.

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